Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Abbas condena Israel por invasão de presídio

Presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas condenou Israel, nesta terça-feira, devido à invasão de uma prisão palestina em Jericó. - A ação israelense foi unilateral, sem aviso prévio e sem a tentativa de buscar uma solução comum - disse.

Terça, 14 de Março de 2006 às 08:03, por: CdB

Presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas condenou Israel, nesta terça-feira, devido à invasão de uma prisão palestina em Jericó.

- A ação israelense foi unilateral, sem aviso prévio e sem a tentativa de buscar uma solução comum - disse.

Abbas disse que está em contato com o Reino Unido e com outros países europeus para esclarecer a situação (os guardas da penitenciária são dos Estados Unidos e do Reino Unido).

- Infelizmente ocorreram enfrentamentos violentos porque os israelenses ocuparam a prisão - afirmou o líder palestino em entrevista coletiva em Viena, onde se encontra em visita oficial.

Falta de segurança

Em conseqüência da invasão israelense, o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Jack Straw, afirmou nesta terça-feira que os guardas britânicos da prisão palestina de Jericó deixaram o local, alegando falta de segurança.

- Em última instância, a segurança de nossos funcionários deve ter preferência - disse Straw, após ser anunciada a retirada de soldados dos EUA e do reino Unidos da prisão.

A situação causou uma situação de mal-estar entre Reino Unido, Estados Unidos e o governo palestino, que acusou Londres e Washington de violar o acordo assinado em 2002 entre a ANP e Israel, cujo texto prevê que soldados britânicos e americanos vigiem a prisão de Jericó. O principal alvo da invasão israelense era Ahmed Saadat, líder da FPLP detido desde 2002 sob custódia de agentes americanos e britânicos.

Ao invadir a prisão, as forças israelenses teriam dado um ultimato aos presos: "Rendam-se ou morrerão", segundo informações de um militar israelense que pediu para não ser identificado, citado pela rádio pública de Israel. Em reposta a essa ação, o primeiro-ministro palestino designado, Ismail Haniyeh, alertou Israel sobre as possíveis conseqüências que pode ter a operação militar de seu Exército na prisão de Jericó, e exigiu que Saadat não sofra nenhum dano.

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