Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Abadia deve falar sobre denúncias de extorsão por policiais

Quarta, 03 de Outubro de 2007 às 09:21, por: CdB

O colombiano Juan Carlos Ramires Abadia, que chegou nesta manhã a São Paulo, vindo de Campo Grande, onde está preso, também prestará depoimento nesta quarta-feira sobre suposto achaque de policiais ligados ao Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Segundo as denúncias, os policiais teriam exigido dinheiro para colocar em liberdade pessoas ligadas ao colombiano.

— Ele será ouvido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado  (Gaeco) para as investigações a respeito da corrupção de policiais — disse Luiz Gustavo Battaglin, um dos advogados de Abadia. O advogado não soube informar, no entanto, se o depoimento aconteceria também na 6ª Vara da Justiça Federal de São Paulo, onde o colombiano é ouvido nesta manhã no processo em que responde por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documentos falsos, corrupção ativa e falsificação de documento público.

— Ele quer colaborar com a justiça brasileira e vai falar a toda a verdade sobre os crimes que praticou — disse Battaglin.
 
Preso em 7 de agosto, em sua mansão avaliada em R$ 2 milhões, na Aldeia da Serra, na Grande São Paulo, Abadia comandava uma organização criminosa que revendia cocaína na Europa e nos Estados Unidos.

Quatro dias depois, ele foi transferido de São Paulo para o presídio federal em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, por razões de segurança. Lá, de acordo com Battaglin, ocupa uma cela sozinho.

Sobre o pedido de extradição do colombiano, o advogado informou que os Estados Unidos já enviaram os documentos relativos a crimes que ele teria cometido lá. O pedido ainda tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Battaglin acha difícil que Abadía tenha uma resposta ainda neste ano. — Não é impossível, mas é pouco provável, porque é um processo um pouco lento — disse.

Ainda nesta quarta-feira, Abadía também deverá ser ouvido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sobre as denúncias de que teria subornado policiais em São Paulo.

O depoimento deve durar até a tarde, e a previsão é o colombiano retorne ainda nesta quarta-feira para o presídio de Campo Grande.

Tags:
Edições digital e impressa