Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (8) que veterão o reconhecimento do Estado palestino, se o assunto chegar a ser votado na ONU. A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Victoria Nuland, reafirmou o repúdio de Washington à iniciativa do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, que está disposto a solicitar o reconhecimento internacional durante o próximo período de sessões da Assembleia Geral da ONU.
Esse objetivo, segundo Victoria, "não pode ser obtido senão com a negociação direta" (com Israel) e "se chegar a ser votado no Conselho de Segurança, os Estados Unidos vetarão". Essa votação criaria "tensão" na ONU e os Estados Unidos não querem isso, tergiversa a funcionária americana.
Wendy Sherman, sub-secretária de Estado para Assuntos Políticos da administração Obama também fez ameaças no mesmo tom. "Os Estados Unidos estão resolutos em exercer seus direitos de veto no Conselho de Segurança", trovejou Wendy, ao falar no Senado americano na última quarta-feira. A funcionária exigiu que os palestinos retomem as "negociações diretas" com os israelenses.
Ao mesmo tempo, o presidente palestino reafirma a adesão da cúpula palestina ao processo de negociação e justifica seus planos com a intransigência de Israel "e sua recusa em aceitar as resoluçoes internacionais sobre a questão, em particular sobre a negativa do país de paralisar imediatamente as atividades ilegais de construção em territórios palestinos".
"A ANP voltará à mesa de negociações caso Israel demonstre que concorda com o processo de paz e com o princípio de Dois Estados nas fronteiras de 1967, além de paralisar as obras nos territórios ocupados", declarou.
Em março deste ano Abbas anunciou que pedirá à Assembleia Geral da ONU o reconhecimento do Estado palestino nas fronteiras de 1967, que incluem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.
A decisão provocou irritação em nos Estados Unidos e nos seus satélites, que chamaram a decisão de "unilateral" e procuraram fazer com que os palestinos recuassem, ao propor que voltassem à mesa de negociações, apesar de não condenarem a construção de colônias ilegais em terras palestinas por parte de Israel.
Os palestinos se retiraram das negociações em setembro de 2010 depois que Israel se negou a paralisar as atividades ilegais de construção nos territórios ocupados, além de se negar também a compartilhar Jerusalém com os palestinos.
Com agências
AAA 9 de Setembro de 2011 - 12h08 EUA vetarão reconhecimento de Estado palestino na ONU
Sexta, 09 de Setembro de 2011 às 07:32, por: CdB