As queimadas e atividades de exploração da floresta amazônica atingiram, em julho deste ano, 6.389 km² de áreas nativas, avançando 116 km². Considerando o calendário oficial do desmatamento, a degradação representa um aumento de 241% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a julho de 2010), quando as queimadas e exploração destruiram 1.873 km² de cobertura florestal. O estado com maior área degradada no período foi Mato Grosso, com quase 60% do total registrado. Os dados foram divulgados hoje, pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Segundo os dados do Imazon, o estado que mais desmatou foi o Pará, com 38,5 km² a menos de floresta no período, seguido por Mato Grosso, com 21 km². Em Rondônia, os novos desmatamentos atingiram uma área total de 16,5 km² e, no Amazonas, 13 km². Amapá, Acre e Tocantins também registraram derrubadas. Fonte: Agência Brasil
Já com relação ao desmatamento total (corte raso), a Amazônia perdeu, em julho, 93 km² de floresta, de acordo com levantamento do Imazon. Em relação ao mesmo período de 2010, quando os satélites observaram 155 km² de desmate, a redução foi 40%. Apesar do desmatamento menor em um mês considerado crítico, por ser o auge do período de seca (o que facilita a derrubada), a tendência é que a taxa anual seja maior este ano.
A taxa anual de desmate é calculada por outro sistema do Inpe, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso por avaliar áreas menores. No entanto, apesar da metodologia diferente, a avaliação do Deter costuma antecipar os resultados do Prodes. Em 2010, a área derrubada foi 6.451 km², a menor registrada pelo Inpe desde o começo do monitoramento, em 1988.
AAA 23 de Agosto de 2011 - 18h08 Queimadas aumentam 241% na Amazônia
Terça, 23 de Agosto de 2011 às 15:11, por: CdB