O pânico voltou às mesas de operações nesta quinta-feira, 18, e fez afundar novamente as bolsas europeias. A queda foi generalizada, mas os bancos registraram as maiores perdas.
Os motivos são os mesmos da semana passada: preocupação com o desempenho da economia mundial e com a situação das dívidas dos países europeus. O estopim de hoje teria sido uma reportagem do Wall Street Journal, afirmando que as autoridades reguladoras dos Estados Unidos estão monitorando as filiais americanas de grandes bancos europeus, para evitar que a crise da dívida europeia possa respingar no sistema bancário americano.
Também colaborou para o clima negativo o índice de atividade industrial na região da Filadélfia. Em agosto, o indicador que mede o desempenho do segmento ficou em -30,7. Em julho, estava em +3,2. Números abaixo de zero expressam contração.
Além disso, o Morgan Stanley revisou sua projeção para o crescimento da economia global neste ano e no próximo. O banco prevê expansão de 3,9% em 2011 e de 3,8% em 2012; antes, a estimativa era de avanço de 4,2% e 4,5%, respectivamente.
Entre as principais bolsas europeias, o índice FTSE 100, de Londres, perdeu 4,49%, para 5.092 pontos; em Paris, o CAC 40 recuou 5,48%, para 3.076 pontos; em Frankfurt, o DAX caiu 5,82%, para 5.603 pontos; em Milão, o FTSE MIB fechou em baixa de 6,15%, aos 14.970 pontos; e em Madri, o Ibex 35 registrou perda de 4,70%, aos 9.318 pontos.
O setor bancário liderou as baixas: Societe Generale afundou 12,3%, Dexia mergulhou 14%, Commerzbank caiu 8,4% e HSBC recuou 6%. Ações de empresas muito ligadas ao desempenho da economia mundial, como as montadora Fiat (-11,9%) e da mineradora Xstrata (-10,2%) também vieram abaixo.
As ações da Holcim, segunda maior produtora de cimento do mundo, recuaram 8,1% depois que a empresa apresentou lucro de 347 milhões de francos suíços (US$ 437 milhões) no segundo trimestre, abaixo dos 373,3 milhões de francos previstos por analistas. As vendas da companhia caíram 11% para 5,49 bilhões de francos, ante uma expectativa de 5,56 bilhões de francos suíços.
Os papéis da cervejaria britânica SABMiller perderam 6,6% diante da decisão do conselho da australiana Foster’s de recusar a oferta hostil de compra por 9,5 bilhões de dólares australianos (US$ 10 bilhões).
Fonte: Valor
AAA 18 de Agosto de 2011 - 16h15 Pânico com crise das dívidas volta e bolsas europeias afundam
Quinta, 18 de Agosto de 2011 às 11:24, por: CdB