Ontem um militante palestino foi ferido gravemente depois que um avião israelense disparou um foguete contra integrantes do grupo militante Hamas, no sul da Faixa de Gaza.
O avião tinha como alvo dois militantes palestinos que estariam prestes a disparar cinco morteiros no assentamento de Gush Katif, de acordo com o Exército israelense.
Horas antes, membros do Hamas dispararam vários foguetes contra assentamentos judeus, também na Faixa de Gaza, dizendo se tratar de uma retaliação pela morte de outro membro da organização por Israel, na noite de terça-feira.
O jogo de empurra-empurra sobre quem seria o culpado pelo começo das provocações, é o de sempre.
O incidente, o primeiro desde que a "trégua" foi imposta, fez com que Sharon não libertasse 400 presos palestinos, seguindo um acordo feito de que 900 seriam libertados.
Para o chefe dos palestinos, eleito em janeiro para substituir Iasser Arafat, Mouhammad Abbas, conhecido também por Abu Mazen, a situação é tão delicada que uma "minúscula faísca" poderia incendiar de novo a região.
O momento é de alta tensão porque a data para a retirada de Israel e de 21 colônias judaicas da Faixa de Gaza já foi marcada para agosto. Protestos de israelenses que ocupam essas colônias têm sido constantes, inclusive com acidentes graves entre a população e a polícia de Israel.
O plano foi desenvolvido unilateralmente por Ariel Sharon, o que também faz com que muitos palestinos olhem o objetivo do plano com desconfiança de que Israel planeje liberar Gaza, mas anexar ao seu território os grandes assentamentos da Cisjordânia. Área 33 vezes