Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

A tendenciosa cobertura da eleição no Peru

Quarta, 13 de Abril de 2011 às 11:35, por: CdB

Está simplesmente escandalosa, para lá de tendenciosa - principalmente nas TVs e jornais - a cobertura da eleição presidencial na qual Ollanta Humala ficou em 1º lugar, domingo e se classificou para disputar o 2º turno no próximo dia 5 com a candidata da direita, Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori.

A mídia brasileira resume esta 2ª etapa a uma mera disputa entre dois populistas e, em nenhum momento se dá ao trabalho de analisar para os telespectadores e leitores o resultado do pleito e porque foram derrotados os candidatos que saíram como favoritos nos início da campanha.

A imprensa está babando de raiva contra o 1º lugar conquistado por Humala e está fazendo uma caricatura da realidade eleitoral peruana. Faz um mau jornalismo. Porta-se como nos velhos tempos da ditadura no Brasil, mas à época sofria censura e injunções que de certa forma a levavam a isto. Agora não, mas em relação ao pleito peruano, adota de novo o vale tudo para desqualificar o vencedor.

A história de Ollanta, suas disputas eleitorais (é a 2ª vez qaue ele concorre à Presidência da República), posições políticas assumidas, tudo é resumido apenas à sua hipotética ligação com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a eventuais afinidades políticas que manifestou em relação ao ex-presidente LUla e ao fato de ter reconhecido os méritos deste no governo do Brasil.

Fora daí, nenhuma análise real do que aconteceu, o que levou Ollanta à  vitória, as causas desta. Vale tudo para desqualificar Ollanta Humala. Restringem tudo só a ideologia, a palavras de ordem. Ridículo! (para melhor compreensão dos resultados do 1º turno no Peru leiam os posts A surpresa na eleição do Peru e os erros que alijaram dois favoritos e O continente vota com a centro-esquerda).



 

Tags:
Edições digital e impressa