Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

A sustentabilidade de dentro para fora

Segunda, 11 de Agosto de 2008 às 15:18, por: CdB

O tema responsabilidade socioambiental está martelando na mídia e no mundo corporativo de forma exaustiva. É fácil fazer a conexão com investimento social privado e apoio a programas voltados a melhoria das condições de vida das comunidades ao entorno. O que muitos executivos se esquecem é que a responsabilidade socioambiental ocorre de dentro para fora das organizações, nas políticas, na filosofia e, principalmente, nas ações de cada setor.
 
Existem dois pontos que requerem atenção quando o assunto é responsabilidade socioambiental: os empregados e o relacionamento com a cadeia de valor. A partir das pessoas é possível iniciar um processo de transformação consistente, capaz de gerar um movimento favorável à sustentabilidade dos negócios e da vida no planeta.
 
Uma gestão socialmente responsável passa pela garantia dos direitos dos trabalhadores e pela manutenção de um ambiente que valorize a sua qualidade de vida. Há uma tendência natural a se olhar mais para o ambiente externo das organizações do que para o interno, o que prejudica o resultado final. O envolvimento da alta administração na formação de uma cultura para a sustentabilidade é primordial, embora posturas autoritárias e impositivas possam gerar resistências.
 
Quando o movimento vem de dentro para fora e permeia todas as áreas da organização, fica mais fácil cobrar dos fornecedores e dos parceiros estratégicos. A responsabilidade socioambiental só ganha notoriedade, quando existe uma cultura de sustentabilidade implementada de fato. Essa cultura vai além de um quadro na parede, de um discurso ensaiado ou de um apoio a determinado projeto social.
 
As empresas que se propõem a incorporar a responsabilidade socioambiental em seu DNA, colhem os frutos na reputação de sua marca. Para isso, é necessário um novo olhar, que requer uma visão sistêmica e um diálogo constante com as partes interessadas. Iniciar um relacionamento significa estar aberto para conversar e participar das discussões do universo ao qual as organizações estão inseridas.
 
A comunicação com os públicos de relacionamento aumenta as oportunidades de construção de uma gestão socialmente responsável. Dessa forma, será possível avançar em direção ao desenvolvimento sustentável. O mundo que queremos construir depende de uma visão integrada e de uma comunicação transversal.

Aline Rodrigues
Rebouças & Associados

 

 

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