Não adianta o Banco Mundial (BIRD) divulgar relatórios e documentos (como fez nesta 3ª feira) que constituem verdadeiros protestos e crítica contra a alta dos alimentos, se o próprio banco - a exemplo das demais instituições multilaterais - não se engajar na luta pela derrubada das barreiras protecionistas levantadas pelos Estados Unidos e a Europa.
O Brasil adquiriu grande experiência nos diversos setores que podem levar a uma melhoria na produtividade, qualidade e preços no setor, dede que a comunidade internacional assumir uma política de promoção da agricultura em nível mundial como prioridade (leiam análise acima).
Relatório divulgado nesta 3ª (ontem) pelo presidente do BIRD, Robert Zoellick, informa que o aumento dos preços dos alimentos fez com que, entre junho e dezembro do ano passado, 44 milhões de pessoas caíssem abaixo do limite da extrema pobreza.
BIRD vê alta de alimentos como ameaça a milhões
O Banco fez o cálculo usando estatísticas de rendas e gastos de lares feitas nos países de rendas baixas e médias. O limite de extrema pobreza se define internacionalmente em relação a pessoas que podem gastar no máximo US$ 1,25 por dia.
O documento do Banco acentua que os custos dos alimentos continuam se elevando "até os níveis de 2008", quando os picos de alta alcançados pelos preços da comida e do petróleo causaram estragos para os pobres.
"Os preços mundiais dos alimentos estão subindo a níveis perigosos e ameaçam milhões de pobres em todo o mundo. Eles tem particular impacto entre os mais vulneráveis, que gastam mais da metade de suas rendas em comida", afirmou o presidente Zoellick.
A solução é o fim das barreiras protecionistas
Quarta, 16 de Fevereiro de 2011 às 06:36, por: CdB