Nem a globalização muito menos os conceitos liberais que impulsionam o crescimento econômico e o desenvolvimento, não estão sendo capazes de reduzir a pobreza no mundo. Esta é uma dolorosa constatação.
No Brasil, carregamos os nossos 55,9 milhões de pobres e ainda podemos somar a isso mais 21 milhões assistidos pela previdência e com aposentadorias irrisórias, assumimos a condição de um país de peso em se tratando da miséria.
Se reconhecermos nossos vizinhos de continente chegaremos a uma soma de mais ou menos 200 milhões de pobres na América latina. Ainda assim, se pesquisarmos um pouco sobre a África e a Ásia dá um total aproximado de 1,9 bilhões de pobres no mundo...
Quanto valem estes pobres?
Na tabela que estará no final deste artigoe tem como fonte fonte o IFC e WRI/Banco Mundial, temos um exemplo dos valores movimentados por estas pessoas e uma idéia do movimento do negócio, onde os principais segmentos, são: alimentação, remédios, água, entre outros para garantir minimamente uma condição humana.
A constatação da desigualdade vem à medida que comparamos “ a igualdade dos pobres” salvo a Ásia que ainda consegue ser pior por ter mais população e ao contrário do que se espalha por aí, só consigo ver o aumento da miséria no Brasil e na maioria dos outros países em desenvolvimento.
Houve uma diminuição ?! Sim, mas a desigualdade e o tal equilíbrio esperado, creio ainda estar longe. Consigo perceber através dos progressos da tecnologia da informação que nos traz a benesse de expor com muito mais facilidade os verdadeiros cenários.
Na conta da pobreza pra cá e pobreza pra lá, noves fora, a ordem está dentro da consciência de cada um de nós, a capacidade atual de nos comunicarmos no mundo hoje faz com que os famosos atores deste triste cenário não fiquem invisíveis e creio que num determinado momento de nossa recente da história humana, os protagonistas perceberam que o “mercado dos pobres” já não traz tantos benefícios assim. Percebo uma tendência um tanto desorientada, diga-se de passagem, de que a pobreza, não fascina como antes o topo da pirâmide e o custo dela está vindo à tona. Vamos concordar que a conta é alta!
Nós brasileiros estamos fartos, por exemplo, da expressão “país do futuro”. Tenho a impressão que nossos avanços são ralos e os índices educacionais não correspondem aos tais índices de poder de compra das classes populares. Será que as pessoas sabem o que estão comprando em 56 X sem juros?
Estamos no início de século 21, ainda é tempo de acertar o passo e muitos já estão no caminho. Quando escrevo este artigo, me dirijo sempre às pessoas, às quais acredito serem capazes de compreender que todos nós temos tudo haver com isso! Estamos intimamente conectados e espero sinceramente que a cada dia nós, brasileiros, possamos fazer a diferença dentro de casa, na nossa rua, em nosso trabalho, em nossa comunidade, nosso país, nosso continente e daí por diante, chegaremos há algum lugar, onde o “segredo” para acabar com a miséria no mundo. Não sei, mas a certeza de que a solução está pelo caminho da solidariedade, não tenho dúvidas.
As diversas classes sociais do Brasil precisam conversar para que haja um entendimento maior, precisamos achar a saída... Um caminho, o entendimento através da comunicação é a chave deste “segredo”.
Mercados pobres
Ásia – US$ 3,47 trilhões
América Latina – US$ 509 bilhões
Leste Europeu – US$ 458 bilhões
África - US$ 429 bilhões
Suzana David
Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026
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