Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

A rotina da repressão tucana

Sexta, 18 de Fevereiro de 2011 às 07:40, por: CdB

Temos de reconhecer que está registrado, até com certo destaque na mídia hoje, a repressão desencadeada em frente à Prefeitura de São Paulo pelos governos tucano do Estado (PM e Tropa de Choque) e demotucano da Capital (Guarda Civil Metropolitana).

Desta vez a violência foi contra os estudantes que promoveram mais um ato de protesto contra o aumento exorbitante da tarifa de ônibus decretado pelo prefeito ilberto Kassab (ainda DEM-PSDB) em janeiro e contra três vereadores do PT que os acompanhavam (vejam, também, post abaixo).

A maior parte dos principais postos da administração da Prefeitura da Capital é ocupada por tucanos deixados pelo ex-prefeito José Serra e mantidos pelo prefeito Kassab que, inclusive, contratou mais serristas a medida que eles são dispensado da máquina estadual pelo substituto de José Serra, o governador Geraldo Alckmin.

Parceria com o serrismo na Prefeitura

Na repressão ao protesto ontem, um estudante espancado por 8 policiais ficou ferido e precisou ser submetido a uma cirurgia no nariz. Os vereadores Donato, José Américo e Juliana Cardoso, mesmo se identificando, foram agredidos.

Eles acompanhavam a reunião com um secretário municpal, na qual os estudantes pediam a reabertura das negociações para redução da tarifa de ônibus, quando souberam da violência desencadeada contra os manifestantes e seguiram para o local.

Lamentável sob todos os aspectos, mas nenhuma novidade. Este foi o 5º protesto dos estudantes contra este aumento de passagens de ônibus e o 5º a sofrer repressão violenta. Aliás, como é feito pelos governos demotucanos do Estado e da Capital diante de toda e qualquer manifestação popular reivindicatória. É a única forma que eles sabem "dialogar".

Houve uma mera repetição. Como sempre, toda e qualquer manifestação que envolva questões sociais promovida nos governos de São Paulo - onde o PSDB e seu aliado DEM se encaminham para 20 anos no poder -  e da capital paulista acaba em repressão. É uma marca de governos tucanos e demos.

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