Por enquanto, uma constatação: o governo entrou na defensiva com relação à questão tributária e não se fala mais na reforma nem do ICMS, nem na criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Só se fala de diminuir impostos, exatamente quando o mundo vive uma crise e o país necessita fazer investimentos e gastos sociais (leiam post acima).
Mas, vamos imaginar o Brasil sem a Lei Orgânica de assistência Social (LOAS), o seguro desemprego, a Previdência Social, o Bolsa Família, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e tantos outros programas sociais como a merenda escolar, o SUS, os financiamentos para saneamento e habitação...
E imaginar um Brasil sem os bancos públicos - BB, CEF, BNB e BNDES - cumprindo seu papel social e de fomento, sem os subsídios para a agricultura e a indústria, a inovação, sem o programa de crédito á agricultura familiar, os investimentos em Educação...
É só imaginar e dá para entender a necessidade de uma carga tributaria de 35%, contra a qual tanto protestam e choram os setores de sempre. Sem ela, como o país poderia investir o que precisa e manter uma rede de segurança social para fazer frente a desigualdade de renda e riqueza, da propriedade e da cultura?
A questão tributária em compasso de espera
Quinta, 17 de Março de 2011 às 10:35, por: CdB