Assustadora, extremamente preocupante - ainda que as informações disponíveis já indicassem esse perigo - essa pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM), feita nos quase 6 mil municípios brasileiros e que indicou que o crack já está presente em 98% dos que responderam o levantamento. Ele foi feito junto às secretarias municipais de saúde em todos os municípios brasileiros e 71% (3.950) responderam à pesquisa.
Tão estarrecedor quanto o alastramento da droga é o fato de que, apenas 15% dos municípios que enfrentam o problema dispõem de centros de atenção psicossocial para o tratamento dos usuários e somente 8,5% destes têm um programa municipal de combate ao crack. A maioria vem enfrentando a questão, por enquanto, apenas com palestras e esclarecimentos.
Conforme constatação da CNM, os 2% de municípios onde o crack ainda não está presente são de populações bem pequenas, como a gaúcha Dilermando de Aguiar (7.000 habitantes) e a catarinense Bom Jesus do Oeste (3.000). Se a droga alastra-se rápida e assustadoramente, um ponto a reconhecer é que o governo está atento ao problema.
Em abril deste ano, o presidente Lula cobrou dos ministros da Educação, Justiça, Saúde, Desenvolvimento Social e de Segurança Institucional, ação mais efetiva no combate ao crack. O presidente determinou a integração de todas as políticas governamentais para a área. Dado divulgado à época indicava que, de 2008 para 2009, aumentou de 500 kg para 4.500 kg o volume de apreensões da droga pela Polícia Federal (PF).
Os Estados onde há maior consumo e apreensão de crack ou da pasta base de cocaína usada para fazer a droga são Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, (fronteiras por onde entra a droga ou a matéria prima para a produção), São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Brasília e Rio Grande do Sul (vejam nota abaixo).
Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026
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