A segunda semana do 2º turno teve início com uma inversão de sinais. A euforia e a fúria da onda reacionária foram contidas e a campanha de Dilma Rousseff vai para o ataque, via confronto de ideias e de projetos, desmascaramento de Aécio, engajamento do povo e movimentação de diferentes setores da frente ampla.
Mesmo com a grande investida da oposição explorando as denúncias seletivas dos dois ladrões da Petrobras (presos pelo combate ferrenho de Dilma à corrupção), as pesquisas eleitorais indicaram ou embate técnico (Datafolha e Ibope) ou Dilma à frente (Vox Populi) – prognósticos divulgados entre os dias 13 e 15 de outubro.
Tal e qual no primeiro turno, Dilma Rousseff, ela mesma, lidera a contraofensiva numa divisão de trabalho na qual ela e o ex-presidente Lula cumprem agendas estrategicamente articuladas. Dilma realiza forte agenda de rua, em contato com o povo, principalmente no Nordeste, Sudeste, com destaque para São Paulo, e também no Sul. Regiões que terão papel definidor para o confronto.
A presidenta no debate da TV Bandeirantes encurralou Aécio Neves no quadrante do fracassado passado neoliberal, firmou o compromisso de que um novo mandato será marcado por avanços e conquistas maiores para o povo. Esse desempenho empolgou a militância e aumentou a confiança do eleitorado na candidata. Já o tucano diminuiu de tamanho. Confrontado – como no caso do aeroporto construído na fazenda de parentes, e também pelos atos de nepotismo –, o tucano, diante da verdade, não prestou os esclarecimentos que a opinião pública merece e, de quebra, se revelou agressivo e arrogante.
A tentativa da grande mídia e dos banqueiros de eleger Aécio na marra, no golpe e no grito se esbarrou, também, na força e na consciência da maioria, de um povo que já demonstrou por três vezes consecutivas ter aprendido quem são seus amigos e quem são seus inimigos.
A ofensiva da campanha de Dilma começou
Por Adalberto Monteiro - A segunda semana do 2º turno teve início com uma inversão de sinais. A euforia e a fúria da onda reacionária foram contidas e a campanha de Dilma Rousseff vai para o ataque, via confronto de ideias e de projetos, desmascaramento de Aécio, engajamento do povo e movimentação de diferentes setores da frente ampla.
Quinta, 16 de Outubro de 2014 às 07:34, por: CdB