Como define a Folha de S.Paulo hoje - e não há outra definição mais apropriada mesmo - sete meses depois de iniciada, na próxima 2ª feira, tudo indica, encerra-se a novela da fundação do novo partido do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (até lá, DEM-PSDB) e do vice-governador tucano do Estado, Guilherme Afif Domingos (DEM).
A nova legenda não mais se chamará Partido Democrático Brasileiro (PDB), mas sim Partido Social Democrático (PSD). Apossa-se, assim, ainda que não tenha nada a ver com a história, do nome de um dos mais fortes partidos que o país já teve, o antigo PSD, que existiu entre 1945 e 1965.
Por ele elegeram-se algumas das maiores lideranças políticas nacionais naquele período, entre as quais os ex-presidentes Eurico Gaspar Dutra e Juscelino Kubitschek, até o velho PSD ser extinto por ato de força da ditadura militar.
É o 28º partido brasileiro
Nos anos 80, com o pluripartidarismo, outro grupo refundou um PSD - que também nada tinha a ver com o tradicional, de JK - que terminou fundido com o PTB. Se não for mais uma vez protelado, o nascimento do PSD de Kassab ocorre na próxima 2º feira, com o objetivo de se constituir em uma legenda para o prefeito paulistano lançar sua candidatura ao governo do Estado nas eleições de 2014.
O projeto não agrada nem um pouco o governador tucano Geraldo Alckmin. A questão a saber, agora, é até onde a nova sigla é para valer ou apenas uma sublegenda serrista do PSDB, de um grupo de tucanos encabeçado pelo ex-governador José Serra para disputar o poder com Alckmin em São Paulo e a Presidência da República em 2014.
Aí, só os fatos, a atuação e a política real da nova agremiação - a 28ª a se registrar no país no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - dirão. Vamos aguardar.
A novela do partido do Kassab perto do fim
Sábado, 19 de Março de 2011 às 08:35, por: CdB