Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

A mudança da qualidade de nossas exportações

Quarta, 27 de Julho de 2011 às 09:07, por: CdB

Publiquei duas notas hoje no blog - Devemos fazer mais pelo Real e Oportunidades da integração regional - nas quais falo sobre o Investimento no Mundo 2011, relatório preparado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), mas gostaria de chamar a atenção para um dos pontos que julgo mais importantes nessa questão e que o documento não aborda: a mudança da qualidade de nossa economia e do perfil das nossas exportações.

Durante muito tempo fomos uma economia exportadora de alimentos e matérias primas. Evoluímos para a exportação de manufaturados e hoje temos uma economia potencialmente exportadora de capitais, tecnologia e serviços. São itens que exportamos, principalmente, para a América do Sul e Latina e para a África.

Isto se tornou possível -  e se amplia - porque depois de muitos anos com uma diplomacia que nos colocava praticamente de costas para nossos vizinhos e dão dava o real e devido valor ao continente africano, os governos do ex-presidente Lula imprimiram especial importância aos dois continentes, a América do Sul e a África.

O presidente Lula esteve, inclusive, várias vezes no continente africano, abriu portas, ampliou nosso comércio e com esta sua nova política externa abriu os horizontes para que pudéssemos exportar cada vez mais capitais, tecnologia e serviços para nossos vizinhos e para a África.

Acelerar a integração continental

Daí a importância de uma uma integração sulamericana cada vez maior, como defendo constantemente aqui no blog. Basta olhar os investimentos diretos estrangeiros na América Latina - em especial na América do Sul - que alinhei em meus dois comentários anteriores publicados hoje.

Analisá-los leva, inevitavelmente, à conclusão pela absoluta urgência e prioridade de nossa politica de integração continental que já avançou muito com o MERCOSUL - na parte Sul do continente - a União das Nações da América do Sul (UNASUL) e os investimentos em infraestrutura e energia.

Frisei duas áreas, mas as oportunidades estão em todas. Dai o aumento extraordinário do Investimento Direto Externo (IDE) para a região. Afinal - e o relatório da UNCTAD confirma isto - a América do Sul foi a região do mundo que registrou a maior alta do IED no ano passado e as multinacionais da América Latina (especialmente as do Brasil e do México), estimuladas pelo forte crescimento econômico dos países da área, multiplicaram seus investimentos no exterior.


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