Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

A Missão do Jornalismo

Sexta, 01 de Julho de 2011 às 00:53, por: CdB

Por João Drummond 01/07/2011 às 06:39

A um fato que não possa ser comprovado com provas visuais e auditivas incontestáveis cabem as mais variadas interpretações. O leitor bem informado pode passar os olhos por estas varias opiniões e se deter naquelas que considere dignas de atenções, descartando as outras

Na sociedade moderna cabe ao jornalismo a missão nobre, gratificante, mas às vezes ingrata de informar, entreter, e oferecer opiniões sobre os mais diversos assuntos de interesse do leitor.
Ao informar um fato o jornalista procura ser os olhos de seu ?cliente? tentando ser o mais fiel possível em seu relato, utilizando para isto todos os recursos audiovisuais disponíveis postos a seu serviço.
Diante de imagens pouco há a se fazer a não ser reforçar a noticia com uma fiel descrição e opiniões obvias. É lógico que mesmo nestas circunstancias o profissional do setor pode usar criatividade na maneira com que relata o obvio ululante.
Quando se trabalha com jornalismo de opinião a coisa muda bastante porque o jornalista tem que se valer de dados disponíveis, muitas vezes incompletos e insuficientes para preparar com estes ingredientes pratos prontos para serem oferecidos a ávidos e esfomeados leitores, no self service das noticias.
O jornalista de opinião se vale em seu trabalho do faro jornalístico e busca ao defender suas teses todas as referencias e sinais que circularam e circulam pelo tempo/espaço de maneira que sua opinião possa refletir sua verdade pessoal honesta e sincera. É por isto que o jornalista tem que procurar ser o mais independente possível ao desenvolver o seu trabalho.
A um fato que não possa ser comprovado com provas visuais e auditivas incontestáveis cabem as mais variadas interpretações. O leitor bem informado pode passar os olhos por estas varias opiniões e se deter naquelas que considere dignas de atenções, descartando as outras.
É muito comum entre os leitores se buscar nos jornais e revistas, articulistas de renomada e reconhecida competência e passarem ao largo daqueles que considerem fracos ou medíocres.
Existem cronistas que tentam sem sucesso dar nó em pingo d?água ao desenvolverem seus pontos de vista e estes pratos às vezes são tão indigestos que os leitores se detêm nas primeiras linhas e vão fazer ao algo mais útil e interessante.
Como tudo na vida, o jornalismo de opinião dependente de faro, coragem, ousadia e verdade não corrompida para ser reconhecido e respeitado pelo leitor.
Um jornalista, ao escrever uma crônica, toma decisões importantes, sobre os objetivos de sua obra. O texto em questão deve só informar ou provocar debates?
O jornalista que procura manipular as informações para atender a interesses pessoais ou escusos é visto na praça como o comerciante que tenta vender produtos podres ou vencidos.
O profissional que quiser ser lido tem que reconhecer e aceitar as mesmas leis que constam no código do consumidor.
É preciso se respeitar a inteligência do leitor ao se escrever uma crônica e seria bom para todo jornalista que se preze passar ao final de cada texto para o outro lado da sua mesa de trabalho e se colocar na posição do leitor.

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