Há quase um ano das eleições de 2010 que a elegeram, a presidenta Dilma Rousseff mantém sua popularidade em continua alta, conforme atestam as três últimas pesquisas de opinião pública. Já a oposição continua dividida, entre si e em si.
A começar pelo PSDB, um partido dividido entre três lideranças e candidatos a presidência da República em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra, duas vezes derrotado como postulante ao Palácio do Planalto.
Falta pouco mais de um ano para a realização do próximo pleito, as eleições municipais de 2012, e os tucanos ainda estão sem candidato de peso político em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e sem peso e incidência eleitoral em Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador.
Essa pobreza de definições dá bem uma ideia da situação do PSDB que depende totalmente das máquinas dos governos que detém (a começar pelo de São Paulo) para disputar as próximas eleições municipais.
Visto, e quase consagrado pela midia, como a grande liderança nacional da oposição a partir de sua eleição no ano passado, Aécio Neves não disse a que veio em 2011. Sem agenda de porte em nenhuma área (política, econômica e social) e enredado em questões menores que deterioram sua imagem na imprensa, ele perdeu-se em pronunciamentos vazios e sem impacto nacional.
Leiam, também, a nota abaixo O desagregador José Serra.
A jornada errante e errática da oposição
Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 07:06, por: CdB