O PSDB e alguns parlamentares do PMDB como o senador Jarbas Vasconcelos (PE) têm se dedicado nos últimos dias a uma campanha contra as alianças e nomeações no governo federal. Ao mesmo tempo, escondem que nos Estados que governam se aliam e fazem nomeações para preenchimento de cargos com os mesmos partidos que integram a base aliada de apoio ao Palácio do Planalto.
Além disso, nos Estados utilizam o mesmo sistema de emendas parlamentares e atendimento de pedidos de obras. Como em São Paulo, onde o PMDB do falecido governador Orestes Quércia apoiou o tucano José Serra para presidente em 2010 e passou a fazer parte do governo.
E onde, já integrava o do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) com a indicação da vice-prefeita, Alda Marco Antônio e de vários cargos - ela, inclusive, é secretaria municipal na capital. O PMDB quercista apoiou os governos de José Serra/Alberto Goldman, continuando o mesmo quadro com Geraldo Alckmin.
No governo Alckmin, Maluf, o PMDB quercista e o PV
Este, vejam vocês, tem o apoio do PSB e PDT, além do DEM, PTB, PV e PP. Tem se reunido com o deputado Paulo Maluf (SP), com o PV e o PMDB, ficando na oposição em São Paulo apenas o PT, o PSOL e o PC do B. O mesmo se repete, de uma forma ou de outra com nuances regionais, nos Estados do Tocantins, Paraná e Goiás.
Em Minas Gerais onde governa o grupo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), agora representado pelo COMPANHEIRO governador tucano Antônio Anastásia, a distribuição de cargos e emendas terminou formando a maior coligação de governo na história do Estado. Todos, menos PT, PMDB, PRB e PC do B passaram a fazer parte do governo mineiro.
Organizamos o bloco de oposição parlamentar constituído pelo PT, PMDB, PRB e PC do B e fizemos um excelente jornal sobre os métodos do governo Aécio Neves. Mas estes métodos desmontaram a coligação oposicionista.
Minas, um caso mais clamoroso
Primeiro foi o PRB que a abandonou. Agora o PMDB. O PSB, PTB e o PDT já apoiavam Aécio e agora apoiam Antonio Anastásia, o que prova a hipocrisia dos tucanos e de seus aliados que, quando governadores, utilizam o mesmo sistema de nomeações e base de apoio com partidos.
Faço a constatação e mostro a incoerência e a hipocrisia desse discurso da oposição, o que não quer dizer que esse sistema não precise mudar. Precisa, mas só conseguiremos essa mudança com uma reforma politica e administrativa em tramitação no Congresso Nacional, mas que a oposição não quer e não aprova.
A hipocrisia da oposição na campanha contra alianças e nomeações
Terça, 23 de Agosto de 2011 às 03:58, por: CdB