Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

A força da violência e o poder das armas

Segunda, 12 de Setembro de 2011 às 10:10, por: CdB

Ninguém duvida de que aindústria armamentista se inscreve no elenco das piores causas da violência, senão como a pior. Pasmem, ela está a vigir luzidia na economia atual. Aquece-anão só por meio da quantidade gigantesca da produção, como também por pediraltíssimos investimentos na pesquisa, a fim de sofisticar cada vez mais asarmas. A tecnologia eletrônica nesse campo atinge píncaros inimagináveis. Tudopara matar!

Vitor Hugo forjou breves elindos versos sobre o grito. Entra, grita, é a vida. Sai, grita, é a morte.Valem-se das armas. Elas entram, gritam, é o lucro; saem, gritam, é a morte. Aoentrar no mercado, trazem o grito do dinheiro. Ao caírem nas mãos dos usuários,semeiam o grito de morte. E por que o ser humano embarca em tal aventura?

O mal não tem lógica. Ametafísica clássica não conseguiu entendê-lo. Chamou-o de carência, de falta,de ausência. A vida real, pelo contrário, vê nele abundância, força, presença.E a violência armada sinaliza tal realidade. Não há dia em que não nosdeparemos com esse jogo louco de assaltos seguidos de assassinatos, devinganças carregadas de sangue, de crimes e crimes, facilitados pela abundânciade oferta de armas, que vão parar até nas mãos de crianças.

Sentimo-nos realmenteimpotentes quanto ao aspecto do controle físico das armas. Entram por todos oslados. Penetram os escusos ambientes da droga, das gangues facciosas, dosviolentos. E a defesa policial se arma na mesma medida.

A saída desse impassedesloca-se para a fantasia, para o imaginário social. Aí teríamos condições defazer baixar a violência. Mas, para isso, precisamos de educação. Pequenoexemplo. Em determinada prisão de crescida periculosidade, conseguiu-se baixá-la,ao promoverem-se representações teatrais com os presos. Produziram verdadeiracatarse. Mais arte, menos violência. Mais beleza nas escolas, menos brutalidadeentre os alunos. Mais sensibilização para cenas humanas, menos arremedos deestupidez. Infelizmente o descuido pela educação - haja vista a miséria desalário de muitos professores - permite que a arma exerça tanta atração sobreos jovens.

Ao lado da estética,aumentemos o espírito lúdico. Esse serve de corretivo da enfermidade do esportecomercializado, que tem gerado gangues de torcidas turbulentas. O lúdicocorrige a ganância de vitória a todo custo, a competição até o sangue. Ele fazo esporte ser alegre, leve, humano e humanizante. As armas perderão forçaatrativa quanto mais beleza e jogo houver na vida dos jovens.

Uma pitada final deexperiência religiosa e eis o coquetel da paz contra as armas. Essas secombatem dentro do indivíduo. Fora, temos fracassado. Apostemos na fantasiapacífica, no imaginário social povoado de arte e alegria, de jogo e sentimentosreligiosos. Talvez se torne a melhor batalha contra a indústria armamentista.As outras, parece, perdemos por causa da conivência e subserviência do Estado àforça do capital.

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