O "Mapa do fim da fome II", pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas, também apontou as dez regiões administrativas do Rio que apresentam os maiores índices de indigência. São elas: Complexo do Alemão, Santa Cruz, Jacarezinho, Guaratiba, Cidade de Deus, Maré, Pavuna, Rocinha, Campo Grande e Bangu. De acordo com o estudo, o Rio tem 878 mil indigentes e o Complexo do Alemão é a única região que possui uma taxa de miséria (29,40%) maior que a média nacional (28,7%). Do outro lado da cidade, em Campo Grande, mora a maior população de pobres (100 mil), em números absolutos. Está aí um bom estudo para a Câmara Municipal, as universidades públicas e privadas, as organizações do terceiro setor, as lideranças da sociedade, os religiosos, os homens e as mulheres de bem, se debruçarem e prepararem emendas ao orçamento municipal do ano que vem, com programas e projetos que priorizem o combate à pobreza e à fome. A fome na cidade do Rio (II) E por falar nisso, deu no Correio do Brasil (13/05): "Guggenheim de Las Vegas fecha as portas: o museu que o prefeito Cesar Maia quer inaugurar no Rio anda mal das pernas no exterior". Por que o Nordeste? Os dados mais recentes indicam que o desemprego e os baixos salários aumentaram a pobreza no país, em quase todas as regiões metropolitanas, a uma taxa anual de 5%. A grande São Paulo, com aumento de 9,2 ao ano, e a região metropolitana de Porto Alegre, com 7,8 ao ano, apresentam as situações mais dramáticas dessa vulnerabilidade à fome. Entretanto, 50% dos 44 milhões de brasileiras e brasileiros pobres, que ganham menos de um dólar por dia, concentram-se no Nordeste. Esta é a razão pela qual o Programa Fome Zero começou por lá. Sede Zero se associa ao Fome Zero O Projeto Água Boa foi lançado para ampliar a oferta de água com qualidade no chamado polígono das secas, que engloba o semi-árido nordestino e o norte de Minas Gerais. O Água Boa já instalou sistemas de dessalinização de águas em 65 municípios atingidos pela seca. De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o projeto será fortalecido pelo atual governo, dentro do Programa Sede Zero. Marina lembra ainda que, além de estar inserido no Sede Zero, o Projeto Água Doce se alia ao Programa Fome Zero, na medida em que o aproveitamento do rejeito é utilizado na produção de alimentos para animais, evitando, também, o impacto ambiental. As cidades e o Fome Zero (1) Campinas é uma das pioneiras na implantação do Projeto Fome Zero. Em outubro de 2001 foi lançado o Programa de Segurança Alimentar da cidade que começou a colocar em prática propostas do Fome Zero como: a melhoria da merenda escolar, a implantação do Banco de Alimentos e do Selo de Qualidade para Restaurantes, a geração de trabalho e renda por meio de cooperativas, um programa municipal de desenvolvimento rural e atendimento cidadão. Quer saber mais? Consulte www.campinas.sp.gov.br