Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

A experiência da sustentabilidade empresarial

Segunda, 28 de Abril de 2008 às 13:38, por: CdB

As empresas surgem para suprir as necessidades da sociedade; por isso, pode-se afirmar que toda organização tem uma função social. Dessa forma, as atividades econômicas preenchem uma lacuna neste espaço ao qual se convencionou chamar de mercado. É correto dizer ainda que todo negócio gera impactos tanto para o meio ambiente como para os atores sociais.

Ao tomar consciência desse universo que gira em torno das organizações, os executivos podem incorporar essa visão em suas decisões. Esse olhar sistêmico proporciona uma posição de destaque para as empresas que apóiam ações sociais. Quando se percebe que atividade econômica influencia mais do que os empregados, os fornecedores, clientes, outros empresários, entidades de classe, comunidades, opinião pública, governos e tantos outros agentes, fica fácil imaginar a aplicação do conceito sustentabilidade.

O significado é representado por iniciativas como os critérios de seleção de fornecedores de matérias-primas ou serviços, que gera uma movimentação dos empresários do setor em questão. Algumas empresas evoluíram a ponto de impulsionar os seus parceiros a exercerem também a sua responsabilidade socioambiental, sob a pena de deixar de fazer parte de sua cadeia de valores.

Certa vez, um executivo afirmou que a responsabilidade socioambiental não era atribuição de uma área específica de sua empresa e, portanto, não poderia ficar a cargo de um gestor. Para ele, tratava-se de uma atribuição da empresa como um todo.

Essa empresa tinha acabado de unir as áreas de Comunicação e Relações com a Comunidade, reconhecendo que as duas equipes deveriam caminhar juntas para impulsionar o protagonismo das pessoas. O posicionamento da área dentro da organização faria com que a responsabilidade socioambiental permeasse por todas as gerências e fosse notada por cada empregado.

Uma atitude simples possibilitou que mais pessoas observassem que a forma como desempenham as suas tarefas diárias reflete para que a organização possa vivenciar a responsabilidade socioambiental. Não se restringe a respeitar o meio ambiente, educar seus empregados ou investir em ações sociais, desdobra-se em inventar uma nova forma de pensar e de agir.

Para encerrar a sua “aula”, o executivo disse que a empresa se orgulhava em apoiar iniciativas da comunidade. No entanto, tinha absoluta certeza de que os projetos não pertenciam a empresa e que só poderiam ser bem sucedidos se os beneficiários tomassem a dianteira das ações e colocassem energia para a sua realização.

É interessante observar como os termos responsabilidade socioambiental e sustentabilidade ganham significados cada vez mais autênticos nas práticas empresariais.

Aline Rodrigues

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