Como vemos por relatório anual do Banco Central Europeu (BCE) agora divulgado, assinado por seu presidente, Jean-Claude Triche, a Europa está enredada em suas próprias teias porque não fez logo no início da crise americana seu dever de casa, não reestruturou, alongou e nem reduziu os juros de suas dívidas públicas impagáveis.
A Europa impôs aos países uma política fiscal suicida. E, a seus povos, medidas que (para ser preciso) são pagas apenas por trabalhadores e pequenos e médios empresários. Impôs-lhes um ajuste seguido de aumento de impostos que levou ao desemprego em massa e à recessão. Aliás, exatamente o que era esperado e não poderia deixar de acontecer.
Aconteceu o que também era o óbvio: as taxas de juros dos títulos públicos desses países dispararam e todo ajuste fiscal foi absorvido pelo servido da dívida, num ciclo vicioso que só deixa pessimismo, derrotas eleitorais e impasses. Sem espaços para reformas, agora alguns países do velho continente são colocados à venda - e a Grécia é a primeira a ameaçar dar um calote.
Isso mesmo! Começam a vender todos os seus ativos, inclusive serviços públicos, como se fossem empresas. Enquanto isso, os Estados Unidos e um de seus principais cúmplices, o sistema bancário europeu, compram estes ativos. Para os EUA, nem pensar em tomar as medidas necessárias ou idênticas as dos governos (europeus) em causa! Pelo contrário, não há sinais de mudança nas políticas monetária e fiscal norte-americanas e nem em seus déficits gêmeos - na balança comercial e nas contas públicas.
Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026
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