Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

A escolaridade é determinante no mercado

Quinta, 26 de Maio de 2011 às 09:10, por: CdB


Já se sabia que o mercado brasileiro abrigava distorções de desigualdade de remuneração no que diz respeito a gênero. Mas o que o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do IBGE, em sua última edição, relativa a 2009, revela é que desigualdade salarial se dá principalmente em relação ao grau de escolaridade dos trabalhadores. O levantamento com 4,8 milhões de empresas e organizações no país constatou que a diferença salarial média entre os têm que curso superior e os que não têm chega a 225%.

Em 2009, o país contava com 40,2 milhões de trabalhadores assalariados. Desse total, apenas 16,5% (6,6 milhões de pessoas) tinham nível superior ante 83,5% (33,6 milhões de pessoas) sem diploma universitário. O cadastro revela, ainda, que na distribuição da massa salarial, os graduados concentraram 39,7% (R$ 310,6 bi) do bolo total de salários e os sem graduação, 60,3% (R$ 471,3 bi).

A média mensal dos salários em 2009 chegou a 3,3 salários mínimos (R$ 1.540,59). Porém, os homens receberam, em média, R$ 1.682,07 (3,6 salários); já as mulheres, R$ 1.346,16 (2,9 salários). Ou seja, eles ainda ganham 24,1% a mais do que as mulheres. Segundo a gerente do CEMPRE, Denise Guichard Freire, além de ganhar menos de forma geral, as mulheres estão mais inseridas em empresas menores, que pagam salários mais baixos do que as grandes. Entre as microempresas, 45% registraram maior proporção de mulheres em seus quadros.

O estudo vem a comprovar o que já se sabia na prática: a educação ganha cada vez mais relevância no mundo do trabalho, sobretudo em termos de retorno salarial. E, também por isso, se impõe como prioridade nacional.
Tags:
Edições digital e impressa