Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

A enrascada em que os aliados se meteram

Quarta, 06 de Abril de 2011 às 12:05, por: CdB

Bem interessante, dignas de boa meditação, duas notas que o Nelson de Sá,  da coluna Toda Mídia, publica hoje em seu espaço na Folha de S.Paulo sobre a guerra na Líbia. E atenção, importante não só porque ele faz uma realista análise do conflito, com base no noticiário da mídia internacional, como faz um alerta: "especulam" se não é o caso de os BRICs, mais especificamente Brasil e Índia enviarem tropas - observadores! - para acompanhar o conflito.

Vão querer que sobre para a gente? "A guerra vai minguando na Líbia", diz o colunista, contando que a Al Jazeera (a TV do Dubai, mais ou menos independente na cobertura) fechou o dia destacando declaração de um líder da oposição a Muamar Kaddhafi.

Segundo este lider os rebeldes líbios estão desapontados com a Organzação do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que desde 2ª feira da semana passada substitui (oficialmente) os Estados Unidos na coordenação da ofensiva aliada.

Quem paga esta conta?


O "Guardian", jornal de Londres, noticiou que, com a "retirada (2ª da semana passada) dos caças dos EUA", a "OTAN não tem jatos para a campanha". aí, segundo o colunista da Folha, a revista "Foreign Policy", especula se não é o caso de, diante de eventual acordo ou trégua, enviar "tropas BRICs de paz para a Líbia".

Como estas tropas não podem mais vir da Europa, avaliam os analistas, eles propõe "mais precisamente" que "Brasil e Índia ofereçam observadores imparciais" para a missão. A outra nota é tão interessante à reflexão quanto esta 1ª.

Nela o colunista da Folha fala da grande indagação na Europa: "uma questão a ser respondida na intervenção européia na Líbia é quem paga a conta. Como os governos europeus cortaram até as pensões dos aposentados e os salários dos servidores (fora os gastos sociais) e aumentaram todo tipo de impostos, inclusive as contribuições previdenciárias, como justificar os gastos militares na Líbia?"

Ele concluiu que outra pergunta a ser feita é: como manter no país africano uma longa campanha militar de altíssimo custo dado o uso intensivo da aviação, sem resultados práticos e ainda sendo criticada pelos chamados rebeldes que já falam abertamente em “desapontamento com a OTAN”?

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