06.09.2011
Iraci del Nero da Costa
José Flávio Motta
Largo período da vida econômica da humanidade pode ser entendido, também, como a história do desenvolvimento das formas mercadoria, dinheiro e capital. Esse desenvolvimento nada mais é que o processo do qual resulta a universalização das ditas formas. Mercadoria, dinheiro e capital, relações sociais que são, chegam à sua culminância, vale dizer, universalizam-se objetiva e absolutamente, com a emergência da mercadoria força de trabalho enquanto propriedade absoluta do trabalhador direto. Assim, pois, este último passa a dispor livremente -- porque juridicamente livre e despossuído de outros meios de subsistência -- dessa mercadoria, da qual é pleno proprietário, no âmbito de uma sociedade na qual todos são fixados como proprietários absolutos de suas mercadorias. Em suma, a emergência da mercadoria força de trabalho funda o modo de produção capitalista, possibilitando a transformação do trabalhador livre em assalariado, do dinheiro em capital industrial e do detentor dos meios de produção -- e/ou da capacidade de mobilizá-los, mediante a propriedade de dinheiro ou outros haveres -- em capitalista.