Por UNIPA 18/07/2011 às 21:22
artigo do Causa do Povo 60
No dia 16 de junho sete camponeses e o líder sem terra José Rainha foram presos no pontal do Paranapanema, em São Paulo. Essa foi mais uma demonstração da ação do Estado contra os trabalhadores rurais e camponeses. Sob
acusação de desvio de verbas públicas os camponeses foram rapidamente presos e logo condenados pelos jornais burgueses.
A região do interior de São Paulo é uma das mais importantes áreas do chamado "agronegócio" (corporações e setores agroexportadores diretamente coligados, usineiros, empresários do ramo de
celulose, laticínios e frigoríficos) e, portanto,
fundamental para os interesses da burguesia rural e dos governos federal e estadual.
Depois dos assassinatos de trabalhadores rurais e camponeses no Pará, no norte do país, o proletariado brasileiro sofre com mais um golpe, e aumenta assim
a campanha de criminalização e de perseguição. Essa ação tem como política fundamental inibir a luta pela terra na região.
O inicio do Governo Dilma Roussef/ PT é sintomático. Mantém e avança a aliança com o agronegócio, fundamental para sua política econômica. Isso provocou uma ofensiva dos latifundiários pelo Brasil afora, intensificando o assassinato dos camponeses e trabalhadores rurais que lutam pela terra e por melhores condições de trabalho.
Por outro lado, a inexistência de uma política de reforma agrária no país tem deixado os trabalhadores rurais dos assentamentos isolados em condições precárias e a mercê dos ataques dos latifundiários.
É ainda importante lembrar que a manutenção da Medida Provisória n° 2183-56, de 24 de Agosto de 2001, impede a vistoria, avaliação ou desapropriação de uma propriedade rural ocupada pelo prazo de dois anos.
Enquanto isso, o governo continua a ser avalista das grandes fusões em todos os setores da economia e beneficiando as grandes empreiteiras do país com obras do PAC. Seus ministros caem um a um debaixo de denúncias de corrupção, tal qual nos governos FHC e
Lula, sem que nada aconteça. No campo os trabalhadores rurais e camponeses são reprimidos e mortos, com anuência do governo. A violência imposta pelos latifundiários é o principal instrumento de intimidação
de possíveis ações resistências do proletariado rural e dos camponeses contra a superexploração do agronegócio.
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