Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

A Comissão Federal do Comercio acusa a Microsoft de ter agido com má fé

Microsoft agiu de má fé com seus consumidores na hora de proteger a privacidade dos usuários de um de seus programas, o Passport. Esta foi a conclusão da Comissão Federal do Comércio (FTC), um organismo governamental americano. Leia mais

Sexta, 09 de Agosto de 2002 às 04:32, por: CdB

A Microsoft agiu de má fé com seus consumidores na hora de proteger a privacidade dos usuários de um de seus programas, o Passport. Esta foi a conclusão da Comissão Federal do Comércio (FTC), um organismo governamental americano. Segundo a FTC, a Microsoft fez falsas promessas a seus consumidores sobre sua capacidade de manter informações pessoais totalmente confidenciais. A Microsoft chegou a um acordo com a Comissão em que a gigante da internet se comprometeu a suspender o serviço on-line Passport e submetê-lo a uma revisão minuciosa a ser feita por especialistas independentes. A Comissão Federal do Comércio decidiu investigar o sistema on-line Passport depois de receber uma série de reclamações de grupos que defendem a liberdade civil e a privacidade. A reclamação foi feita em julho de 2001 por uma coalizão de grupos de consumidores que temia que limitações técnicas do Passport afetariam a privacidade dos usuários. O serviço Passport é um sistema de identificação que permite que os usuários se conectem apenas uma vez e tenham um acesso personalizado a milhares de diferentes sites. Numa declaração escrita, o líder da Comissão Federal do Comércio, Timothy Muris, afirmou: "As empresas que prometem manter sigilo sobre as informações pessoais de seus usuários precisam criar medidas razoáveis e apropriadas para tanto". "Não é uma questão de fazer negócio bem. É a lei". A Microsoft não vai pagar uma multa como parte do acordo mas pode ter que pagar altas indenizações caso não cumpra sua promessa de analisar a capacidade de manter em sigilo as informações de seus usuários.O acordo para melhorar a segurança do sistema Passport vai valer para os próximos vinte anos.Muitas outras organizações encontraram defeitos no sistema. A revista eletrônica 2600, produzida por hackers, publicou um artigo que mostrou quão fácil era falsificar a identidade de um usuário Passport. No ano passado, o serviço Passport foi tirado do ar quando a Microsoft admitiu que uma vulnerabilidade estava pondo em risco os detalhes dos cartões de crédito de dois milhões de usuários. O serviço Passport é fundamental para os planos da Microsoft de fazer com que os usuários se conectem com outros sites que pertencem à empresa. O Passport tem agora mais de 200 milhões de usuários registrados, apesar de muitas contas só serem ativadas por pessoas que querem acessar versões mais novas dos sistemas operacionais da Microsoft.

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