Uma nova onda de conservadorismo e censura invadiu as redes de TV dos Estados Unidos. Agora, a maioria dos roteiristas são obrigados a passar para os executivos o roteiro dos seus programas.
Até o seriado "Os Simpsons" foi censurado recentemente quando o enredo do episódio foi a Guerra no Iraque. E Homer Simpson também terá que tomar cuidado com o que diz. Palavrões e gírias devem ser evitados e expressões de espanto como "Jesus Cristo!" estão proibidas.
Para as "peladas" de alguns seriados, mostrar o bumbum é coisa do passado! Nem pensar em fazer isso em ano de eleição presidencial, com os neoconservadores no poder e tendo que agradar ao seu eleitorado, tendo em vista a reeleição.
É a "liberdade norte-americana" do Governo George Bush. Realmente, o que ele quer é mostrar que é bem diferente dos Democracias, digo, dos Democratas.
Mas Kid Bush, o xerife, precisa ter uma conversa séria com seu assistente, Dick, pois parece que ele não entendeu bem o espírito que agora paira no Velho Oeste e mandou um "f%&*@ you!" para um senador na semana passada.
Os americanos não podem dizer que foram pegos de surpresa. Segredos e censura sempre foram normais para a dupla Bush-Cheney, desde que eles assumiram a presidência.
Em dezembro de 2000, nos últimos dias de seu mandato como Governador do Texas, Bush deu um jeito para que seus registros governamentais fossem reunidos, colocados em sessenta volumes e depois os despachou para a biblioteca presidencial de seu pai na Texas A&M University, sem autorização de pessoa alguma.
Contudo, o movimento foi notado pela Comissão que organiza esses documentos para ficarem expostos na Biblioteca Pública do Estado e usando de uma lei estadual, ordenou a Bush que os devolvesse. Isso foi bem à contragosto do Procurador do Texas, que fez "vistas grossas" ao acontecido.
Mas a história não terminou aí, ele se deu bem mais uma vez e riu por último.
O Governador Perry (partidário de George Bush), encontrou brechas na Lei de Informação do Estado e conseguiu de volta as chaves dos arquivos dos documentos de Bush.
Nem é preciso dizer quantos documentos foram modificados e lavados, tanto antes de sairem do governo como enquanto estiveram na biblioteca de seu pai.
Antes de Perry conseguir as chaves, uns poucos tentaram vasculhar os documentos. O pouco que foi revisado já foi suficiente para causar problemas para o ex-governador.
Denúncias graves de que mais gente do que deveria, teria ido parar na cadeira elétrica, inundaram os jornais.
Alguns documentos apontaram que ele e seu conselheiro Alberto Gonzales processaram acusações no corredor da morte baseados em informações incompletas e em muito menos tempo do que realmente precisariam para executar alguém.
Se ele fez tanto esforço e praticou tantas manobras políticas para não permitir que os documentos ficassem expostos, certamente não há boa coisa neles. É sujeira que ele faz questão de manter embaixo do tapete.
Foi por ter agido como sempre quis no seu estado natal, que Kid Bush desenvolveu a idéia de que pode fazer do resto do mundo a extensão do seu quintal no Texas.