Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

A Amazônia é dos brasileiros, diz presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura do 20º Fórum do Instituto de Altos Estudos (Inae), avisou aos países mais desenvolvidos do mundo, que ficam "de olho na Amazônia", que "a Amazônia brasileira tem dono", e os donos são os brasileiros. Em seu discurso, Lula disse ainda que o Protocolo de Quioto faliu no momento em que países, como os EUA, responsáveis por mais de 70% de toda a poluição do planeta, recusaram-se a assinar o documento. Região amazônica precisa se desenvolver, afirmou Lula

Segunda, 26 de Maio de 2008 às 14:02, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, que a Amazônia brasileira tem dono, e pertence ao povo brasileiro.

- O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono e que o dono da Amazônia é o povo brasileiro, são os índios, os seringueiros, os pescadores, somos nós, que somos brasileiros, e que temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento, é preciso diminuir as queimadas - afirmou o presidente no 20º Fórum do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio de Janeiro.

Segundo Lula, os países responsáveis por 70% da poluição do planeta "ficam de olho na Amazônia como se o Brasil não tivesse condições de cuidar bem da floresta".

- Temos consciência de que precisamos desenvolver a Amazônia, afinal de contas, lá moram quase 25 milhões de habitantes que querem ter acesso aos bens que nós temos no Rio de Janeiro, em São Paulo ou em qualquer outro lugar. Por que essas pessoas têm que ficar segregadas? Eu penso que esse será o debate das próximas duas décadas - afirmou.

O presidente disse que o Protocolo de Quioto faliu, e aqueles que tinham que tomar as medidas para cumprir o protocolo não chegaram a referendar o documento.

- Fomos nós que referendamos, e somos nós, com a utilização de 100% de etanol, que reduzimos ou tiramos do ar 800 milhões de toneladas de CO2. Somos nós, com o etanol e com o biodiesel, que estamos oferecendo ao mundo a certeza de que é possível construir um combustível não-poluente, e que poderemos avançar na construção de um etanol de segunda, de terceira geração - protestou o presidente.

O protocolo de Kioto foi assinado em fevereiro de 2005, para combater a emissão de gases poluentes na atmosfera.

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