Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

96 militares argentinos vão ter seus bens embargados

Terça, 08 de Julho de 2003 às 22:24, por: CdB

O juiz espanhol Baltasar Garzón solicitou na terça-feira às autoridades argentinas que decretem o embargo dos bens de 96 militares aposentados acusados de delitos de genocídio, terrorismo e tortura durante a ditadura na Argentina (1976-1983), disse um advogado.

Manuel Ollé, advogado que representa na Espanha as vítimas da chamada "guerra suja" na Argentina, disse que Garzón pediu às autoridades judiciais argentinas que congelassem os bens dos militares, estimados em 2,99 bilhões de dólares. Não foi possível obter de imediato uma cópia da solicitação de Garzón.

O juiz espanhol adotou a mesma medida com os dois únicos militares argentinos que estão à disposição da Justiça espanhola: Adolfo Scilingo e Ricardo Miguel Cavallo.

A petição é parta das investigações realizadas por Garzón sobre a morte e desaparecimento de centenas de espanhóis durante a ditadura militar argentina.

Em novembro de 1999, Garzón apresentou acusações contra 96 militares argentinos, incluindo Cavallo, recentemente extraditado para a Espanha pelo governo mexicano.

Apesar disso, Garzón reiterou a ordem internacional de detenção emitida em dezembro de 1999 contra 46 militares argentinos, disse Ollé.

A ordem emitida por Garzón foi rejeitada pela Argentina em 2001, quando Buenos Aires afirmou que os crimes cometidos em solo argentino deveriam ser solucionados no país.

Entretanto, o atual presidente argentino, Néstor Kirchner, estuda anular um decreto que protege os militares acusados de crimes durante a ditadura de serem extraditados para julgamentos no exterior.

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