Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Três já é demais!

Por Mário Augusto Jakobskind - Henrique Eduardo Alves já não é mais ministro do Turismo depois de ser mencionado na delação premiada do homem bomba Sergio Machado, que controlava o cofre das propinas da Transpetro.

Domingo, 26 de Junho de 2016 às 12:00, por: CdB
Por Mário Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro:
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Pelo jeito, é difícil se achar um não corrupto para ministro. Sai governo, entra governo, a história é sempre a mesma
Mais um ministro para a coleção, o terceiro em pouco mais de um mês da gestão do presidente golpista Michel Temer. Henrique Eduardo Alves já não é mais ministro do Turismo depois de ser mencionado na delação premiada do homem bomba Sergio Machado, que controlava o cofre das propinas da Transpetro. Alves também está sendo investigado por contas no  exterior não declaradas. Tanto Alves, como Romero Jucá, ex-Planejamento, como Fabiano Silveira, ex-Transparência se dizem inocentes. Henrique Eduardo Alves foi acusado de receber 1,5 milhão de reais em propinas. E o homem bomba Sérgio Machado acusa  o vice-presidente golpista Michel Temer de ter em 2012 solicitado 1,5 milhão de reais para a campanha do então candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita. Temer desmente, mas sua credibilidade a cada dia que passa está mais em baixa. Assim caminha o governo golpista de Michel Temer. O que terão a dizer agora os que saíram às ruas atendendo a apelos furados contra a corrupção? Estão calados e alguns deles já admitindo que caíram em armadilhas preparadas por grupos de direita, como o “vem para a rua” e outros do gênero, que, segundo denúncias, receberam dinheiro do exterior, CIA, para fazer o jogo sujo dos quadrilheiros golpistas, que estão fazendo o possível e o impossível para atender exigências do mercado financeiro e do Departamento de Estado norte-americano, como denuncia o professor e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, Está mais do que claro que o projeto dos golpistas é fazer com que o Brasil volte a ser uma colônia, como tentou o então presidente Fernando Henrique Cardoso, derrotado na eleição de 2002 com o candidato Jose Serra, depois Geraldo Alckmin e novamente o atual ministro golpista do Exterior, fiel escudeiro da empresa petrolífera Chevron. Há analistas que estão prevendo que se for mesmo desfechado o complemento do golpe com a instituição de um regime parlamentarista seja convocado novamente FHC. Apesar da idade, 85 anos, Cardoso é o que mais inspira confiança neste momento ao Departamento de Estado norte-americano. Cardoso é cupincha de Bill Clinton, marido da candidata democrata à Presidência, Hillary, que enfrentará em novembro Donald Trump, um racista tresloucado que tem falado calhordice atrás de calhordice, sensibilizando extremistas de direita das mais variadas matizes. Trump faz lembrar a história do “bode na sala”, que faz muita gente considerar Hillary como uma maravilha a comparar com o candidato republicano racista. Mas em matéria de Brasil, os golpistas que usurpam o governo são de absoluta confiança do governo norte-americano, seja tendo a frente Hillary Clinton, Donald Trump ou mesmo o fim de festa Barack Obama. “Grande número de brasileiros está dando o recado para a quadrilha golpista: “vocês não nos representam, vão embora de uma vez por todas”. Quem tem um mínimo de consciência repudia os que estão usurpando o poder para entregar de bandeja o que ainda resta de nossas riquezas. Em tempo, numa atitude das mais mesquinhas, o governo golpista de Temer pagou o Bolsa Família sem o reajuste de 9% que tinha sido decretado por Dilma Rousseff. Há dois anos não há reajustes no Bolsa Família.
Mário Augusto Jakobskindjornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil). Consultor de História do IDEA Programa de TV transmitido pelo Canal Universitário de Niterói, Sede UFF – Universidade Federal Fluminense Seus livros mais recentes: Líbia – Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla , lançados no Rio de Janeiro. Direto da Redação é um fórum democrático de debates, onde são publicadas opiniões divergentes e mesmo opostas, editado pelo jornalista Rui Martins.
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