Por Mário Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro: Colunista lamenta a atitude da ABI nos dias atuais
Em anos anteriores a ABI, sob o comando de Barbosa Lima Sobrinho e mais recentemente Maurício Azêdo, participava ativamente da vida nacional.
Com Barbosa Lima Sobrinho, o protagonismo da entidade foi bastante firme, tendo inclusive participado da mobilização que culminou com a renúncia do então Presidente Fernando Collor de Mello que estava para ser impedido pelo Congresso.
O jornal da ABI na gestão de Maurício Azêdo foi considerado por muitos jornalistas e intelectuais, um deles o escritor Aguinaldo Silva, como o mais importante veículo alternativo do país.
O que nós, associados da ABI queremos é que a Casa dos Jornalistas volte a ter protagonismo histórico com participação ativa nas questões nacionais e de defesa dos interesses dos jornalistas brasileiros, o que nos últimos anos não tem acontecido em função da gestão atual capitaneada por Domingos Meireles, que resultou no esvaziamento da entidade.
Queremos também que o Jornal da ABI volte a ser o órgão de imprensa da importância que conseguiu ter durante a gestão de Maurício Azêdo.
Nesse sentido, conclamamos a todos os associados da ABI a enredar esforços no sentido de reabilitar a Casa dos Jornalistas.
E isso precisa acontecer o mais rápido possível, porque a persistir a atual situação de enfraquecimento da entidade, a ABI corre sérios riscos para num futuro não muito distante ficar irremediavelmente para trás.
Seguir sendo linha auxiliar da mídia conservadora sob a chancela do atual presidente da entidade, Domingos Meireles.
É o que ninguém quer, até porque diante do momento que o País atravessa, no nosso entender de suma gravidade, é importante o retorno do protagonismo da ABI.
E para que isso aconteça é preciso deixar de lado as divergências que levaram a ABI a uma situação de inoperância.
Neste momento em especial, enredar o máximo de esforços no sentido dos associados da ABI se posicionarem contra o golpe midiático, judicial e parlamentar em andamento, que se não for impedido levará o Brasil a uma longa noite escura de retrocesso político e social.
A hora é esta, nós, jornalistas, não podemos silenciar diante do que vem sendo feito pela mídia conservadora, algo que envergonha os brasileiros.
Mário Augusto Jakobskind, jornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil). Consultor de História do IDEA Programa de TV transmitido pelo Canal Universitário de Niterói, Sede UFF – Universidade Federal Fluminense Seus livros mais recentes: Líbia – Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla , lançados no Rio de Janeiro.Direto da Redaçãoé um fórum de debates entre opiniões diferentes, editado pelo jornalistaRui Martins.
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