Por JÚLIO CAVALCANTE FORTE(e outros) 29/05/2011 às 15:27
Mas, por outro lado, não vejo - costumeiramente - blogs, jornais/sites, etc tocarem num assunto tão delicado, como a existencia de 72 milhoes de brasileiros em INSEGURANÇA ALIMENTAR ( quando almoçam, naõ tem o que comer no jantar).
72 MILHOES DE BRASILEIROS EM INSEGURANÇA ALIMENTAR
JÚLIO CAVALCANTE FORTE(e outros) 29/05/2011 12:48
advjuliofortes@hotmail.com
Não há a menor dúvida, até porque existe legislação federal condenando essa prática ( vaquejada e outras análogas), que a tal prática da vaquejada - muito comum (sobretudo no nordeste), é um ato abominável, vil, pois tem o objetivo de divertir pessoas, em detrimento da dor/sofrimento /crueldade contra os animais.
Isto um fato.
Mas, por outro lado, não vejo - costumeiramente - blogs, jornais/sites, etc tocarem num assunto tão delicado, como a existencia de 72 milhoes de brasileiros em INSEGURANÇA ALIMENTAR ( quando almoçam, naõ tem o que comer no jantar).
A matéria abaixo, de autoria definida, dá detalhes desse descaso/absurdo, num país que pretende ingressar nas fileiras de Nações de primeiro mundo.
Como a matéria/dados estatístico é/são do IBGE, não há o que se comentar, contraditar.
A prática da vaquejada, pelo sofrimento que impoe aos animais, deve ser objeto de reprimenda, mas não se deve esquecer que o bem maior de uma Nação é/são os seus filhos ( SERES HUMANOS).
são ponderações sem muito esmero, mas que devem ser - pelo menos -objeto de REFLEXAO.
júlio c. fortes
acre
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http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/2006/05/17/ult82u5901.jhtm
IBGE mostra que 72 milhões de brasileiros não têm comida suficiente
Da Redação
Em São Paulo
Mais de 72 milhões de brasileiros (40% da população do país) estão em situação de insegurança alimentar, ou seja, não têm garantia de acesso à comida em quantidade, qualidade e regularidade suficiente. Cerca de 14 milhões passam fome.
As informações, segundo a Agência Brasil, foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte de uma pesquisa inédita no país sobre segurança alimentar.
De acordo com o estudo, que utiliza os dados da Pesquisa Nacional Domiciliar (PNAD) de 2004, crianças, negros e moradores das regiões Norte e Nordeste do país são os grupos que mais sofrem com restrições na alimentação.
O levantamento indica que 109 milhões de pessoas, cerca de 60% dos brasileiros, vivem em domicílios considerados em condições de segurança alimentar. São residências onde há acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e sem que para isso sejam comprometidas outras necessidades essenciais, como, por exemplo, saúde e educação.
O estudo também constatou que cerca de 18% da população vivem em condições de insegurança alimentar leve, 14,1% em insegurança alimentar moderada, e 7,7% deles se enquadram na categoria de insegurança alimentar Grave, que é caracterizada pela experiência de fome na família pelo menos uma vez em um período de 90 dias.
A gravidade do problema se expressa tanto pelo grande número de pessoas que convivem com a fome -cerca de 14 milhões de brasileiros- quanto pelo número ainda maior de pessoas, quase 40% da população, que não sabem se terão dinheiro para repor a comida que têm.
Insegurança
Segundo a Agência Brasil, a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Márcia Quintslr, diz que a fome é considerada a mais severa manifestação da insegurança alimentar.
No entanto, o fato de o indivíduo preocupar-se com a falta de dinheiro para adquirir alimento suficiente para os próximos dias, já caracteriza uma condição de insegurança alimentar, que se agrava passando por vários estágios.
De acordo com a técnica, a lógica da evolução do problema é a seguinte: primeiro há a preocupação de que a comida acabe, depois vem a perda da qualidade da alimentação e, por último, uma redução na quantidade, que chega ao extremo quando a privação leva à fome.
Até hoje, os números relacionados à fome no Brasil eram obtidos somente a partir de dados sobre o rendimento familiar e a definição de linhas de pobreza.
O estudo inédito do IBGE permite avaliar diretamente a questão da alimentação com moradores de 140 mil domicílios em todo o país.
O estudo contou com a participação de pesquisadores da Unicamp responsáveis por desenvolver a Escala Brasileira de Medida de Percepção de Segurança Alimentar e Fome (Eiba).
A metodologia foi criada a partir de um modelo americano adaptado à realidade brasileira e testada em Campinas (SP) e Brasília. Levantamentos em escala nacional sobre a segurança alimentar só foram realizados até agora nos Estados Unidos, de acordo com a Agência Brasil.
O foco domiciliar foi utilizado na pesquisa porque o consumo de alimentos é uma prática compartilhada na família. Se uma das pessoas sofre restrição alimentar, isso diz respeito a todos os que convivem sob o mesmo teto.
(Com informações da Agência Brasil)
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