O governo chinês isolou mais de 600 pessoas na capital, Pequim, depois de um vazamento laboratorial ter provocado a primeira morte em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda e Grave (Sars, na siga em inglês) desde a epidemia da doença no último ano, que matou cerca de 800 pessoas em todo o mundo, informou a mídia estatal chinesa nesta terça-feira.
Em todo o país as autoridades seguem em vigilância contra a doença. Antes do feriado de 1º de maio muitas pessoas devem pegar aviões, trens e estradas.
Mas, segundo o chefe de controle de vírus do centro de controle de doenças de Pequim, Wu Jiang, o risco de uma nova crise da Sars atingir a capital do país é muito pequeno.
As 600 pessoas mantidas em quarentena, incluindo 24 funcionários do centro nacional de controle de doenças, estão em isolamento coletivo ou sem a permissão de sair de suas casas, informou a Beijing News.
Mais de 180 funcionários do Instituto Nacional de Virologia, onde um estudante de medicina que contraiu a doença pode ter estado envolvido em pesquisas com o vírus que a causa, já foram isolados em uma localidade no norte de Pequim.
O número de pessoas isoladas devido à doença é insignificante se comparado com o mesmo dado de 2003, quando mais de 30 mil pessoas foram colocadas em quarentena na capital.
600 pessoas estão em quarentena na China após morte por Sars
Terça, 27 de Abril de 2004 às 01:58, por: CdB