As centrais sindicais já começam a convocar a sua militância para o Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Agenda dos Trabalhadores, programado para 6 de julho, em Brasília. Tudo indica, porém, que o evento será comemorado duas vezes, na mesma data: uma, pelas centrais CTB, CGTB, Força Sindical, NCST e UGT unificadas; e outra, pela CUT que optou realizar suas atividades em separado.
Segundo Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), "houve uma reunião das centrais sindicais em que se aprovou a realização de uma ação unitária e dentro de uma agenda que inclui outras atividades". Em artigo divulgado ontem neste blog (leia íntegra), o presidente da CUT, Artur Henrique, explicou quais as razões levaram à Central a realizar suas manifestações sem a participação das demais.
Santana lamenta a posição da CUT. "É preocupante a CUT optar por uma carreira solo”, frisou. “Vamos fazer esta manifestação de forma unificada. E a CUT será bem vinda", acrescentou. Segundo o sindicalista da CTB, o grande ganho que o movimento sindical brasileiro teve nos últimos tempos veio do trabalho unitário e da agenda comum entre as centrais, que trouxe mais legalidade e protagonismo.
Dentre as bandeiras de luta defendidas por Santana, estão a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e a regulamentação da terceirização. "Tudo isso é produto da unidade na agenda”, ressaltou. Segundo ele, esse caminho deve ser consolidado.
Acompanhem o calendário lançado pelos presidentes das centrais. Elas incluem 6 de julho, em Brasília, e contemplam, ainda, 3 de agosto, quando será realizada uma grande passeata na av. Paulista, em São Paulo.