Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

52% aprovam 'faxina' de Dilma nos Transportes, diz pesquisa

Terça, 16 de Agosto de 2011 às 11:53, por: CdB

52% aprovam 'faxina' de Dilma nos Transportes, diz pesquisaMaioria da população apoia medidas que Dilma Rousseff adotou na área dos Transportes, segundo pesquisa Sensus. Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que é presidida por um senador do PR, partido dirigido pelo ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento.

André Barrocal

BRASÍLIA – A “faxina” da presidenta Dilma Rousseff no ministério dos Transportes por causa de irregularidades e deficiências teve o apoio da maioria da população, segundo pesquisa do instituto Sensus divulgada nesta terça-feira (16/08). As medidas presidenciais foram aprovadas por 52% dos brasileiros e desaprovadas por 9%. O resto não sabia opinar ou desconhecia o assunto.

Quando o cálculo se limita às pessoas que estavam acompanhando a crise ou pelo menos tinham ouvido falar dela, o apoio à “faxina” era de 79%, contra 13% de reprovações – 7% não opinaram.

Apesar de a maioria da população apoiar Dilma, 45% dos entrevistados acham que a crise “afeta” a imagem presidencial, ante 16% que não vêem influência. O resultado também muda restrito a quem tomou conhecimento da crise nos Transportes: 69% imaginam que a imagem de Dilma é afetada.

A pesquisa é regularmente encomendada e divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A entidade é presidida pelo senador Clésio Andrade (MG), que pertence ao Partido da República (PR), “alvo” da faxina no setor de Transportes.

O presidente do partido é o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (AM), também senador. O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) Luiz Antonio Pagot tinha sido indicado pelo atual senador Blairo Maggi (MT), igualmente do PR.

O atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, também tem carteirinha do PR. Porém, ao prestar esclarecimentos sobre os problemas da pasta, nesta terça-feira (16/08), no Senado, Passos disse que o cargo dele não é do PR, mas da presidenta Dilma.

Na semana passada, a bancada do PR no Senado decidiu que se desligaria do bloco de apoio ao governo para adotar uma postura de independência, o que não significa “oposição” ao governo. O governo teme que a “independência” faça com que os senadores apoiam os adversários na criação de CPIs.

Nos últimos dias, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Idelli Salvatti, procurou senadores do PR para tentar impedir aliança eventuais deles com a oposição.

A pesquisa CNT/Sensus trouxe resultados semelhantes ao de recente pesquisa Ibope feita a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ambas apuraram que, após um primeiro momento de grande expectativa, normal em todo início de governo, o otimismo recuou um pouco, mas se estabilizou em patamar elevado.

Em todas as áreas específicas de atuação do governo que foram objeto de perguntas na pesquisa (saúde, educação, emprego e segurança pública), a sensação das pessoas é de menos otimismo agora do que em dezembro, às vésperas da posse de Dilma.

No levantamento Sensus, o governo dela foi considerado bom ou ótimo por 49% dos entrevistados (48% no Ibope), regular por 37% (36% no Ibope) e ruim ou péssimo por 9% (12% no Ibope). A aprovação pessoal da presidenta no Sensus foi de 70% (67% no Ibope) e a desaprovação, de 21% (25% no Ibope).

Uma grande diferença entre as duas pesquisas foi a comparação com o governo Lula. Nos dois levantamentos, 11% das pessoas achavam que Dilma se sai melhor. Mas, enquanto no Ibope 57% acham que vai ser igual e 28%, pior, no Sensus, os dois índices são de 38% e de 45%, respectivamente.


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