A segunda edição do Salão de Leitura de Niterói superou a expectativa inicial de público – 30 mil visitantes visitaram os estandes montados no Caminho Niemayer.
Em vista da qualidade e sucesso do Salão, a prefeitura de Niterói já pensa na realização do próximo, em 2010.
As últimas atrações do Salão da Leitura foram voltadas para a produção literária niteroiense, com uma mesa-redonda sobre a Academia Niteroiense de Letras (ANL), composta pelo presidente da Casa, Jorge Loretti, o secretário Wanderlino Teixeira Leite e o assessor de comunicação Paulo Cecchetti. Na conversa foram abordados temas ligados ao passado, presente e futuro da ANL.
O presidente Jorge Loretti destacou a participação da ANL nos movimentos culturais, sua história e sua luta diária em prol da arte literária:
– Na academia nos reunimos numa grande família que ama as artes, a beleza e a literatura. Esse salão foi importante porque fizemos aqui uma pregação de amor ao belo e ao próximo, disse o acadêmico.
Em seguida, no auditório Luiz Carlos Tourinho, foi realizada a mesa-redonda em torno do escritor niteroiense Luis Antônio Pimentel.
Os participantes foram os escritores Lena Jesus Pontes, Wanderlino Teixeira Leite, Roberto Kahlmeyer-Mertens, Paulo Roberto Cecchetti e o próprio Pimentel, aclamado por todos como a síntese literária de Niterói.
Como coordenador da mesa, Wanderlino enfatizou a importância de Pimentel como um dos introdutores do haicai – poesia de origem japonesa – no Brasil:
– Fizemos o debate em cima do estudo de Roberto Kahlmeyer-Mertens sobre a poesia de Pimentel. Foi uma conversa produtiva, pois é sempre importante falar de poesia e de Luis Antônio Pimentel, concluiu.
– Falar de poesia é falar de encantamento, pois poesia é arte, é liberdade. Sem arte não há poesia e não há poesia sem liberdade, disse o homenageado.
Médico e escritor, Mauro Romero Leal Passos, diretor da Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff), apresentou sua obra "A maçã do amor". O livro conta a história de amizade entre um menino e uma maçã, que sozinha, estava podre e estragada e, ao entrar em contato com a amizade do jovem, renasce.
O jornalista Luiz Augusto Erthal, diretor da NitPress, uma editora voltada para a formação de um público jovem e que edita trabalhos de baixa tiragem falou da importância da feira:
– Niterói é uma cidade universitária basicamente e com uma rede de colégios privados da melhor qualidade. Desses estabelecimentos sai um público que precisa ser ganho para a importância e o prazer da leitura. Nossa editora trabalha com um sistema que permite a produção de livros a baixo custo, abrindo oportunidades para novos e veteranos escritores. Nosso foco, no entanto, será sempre Niterói e ok que chamam de o antigo Estado do Rio, explicou o jornalista.
45 mil pessoas visitaram Salão de Leitura de Niterói
Quarta, 02 de Abril de 2008 às 08:31, por: CdB