Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

324 estrangeiros foram seqüestrados na Colômbia

Quarta, 03 de Março de 2004 às 18:34, por: CdB

Um relatório da organização estatal Fundo Nacional para a Defesa da Liberdade Pessoal (Fondelibertad), divulgado pelo Exército, informa que 324 estrangeiros foram seqüestrados na Colômbia desde 1996. Segundo o dossiê, entre os estrangeiros, dezesseis foram assassinados por seus captores ou em operações de resgate.

As autoridades atribuem a autoria da maioria dos casos às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ao Exército de Libertação Nacional (ELN), a criminososo comuns e a paramilitares de extrema direita, associados às Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). "Os venezuelanos, com 35 seqüestros, e os norte-americanos, com 31, ocupam os dois primeiros lugares em índices de seqüestros de estrangeiros na Colômbia", afirma o Fondelibertad.

De acordo com o documento, 30 italianos, 26 espanhóis, 25 alemães, 11 franceses, 6 suíços, 6 britânicos, 5 holandeses, 4 austríacos e 4 belgas também foram seqüestrados na Colômbia nos últimos oito anos. Nos últimos três anos 110 estrangeiros foram seqüestrados. Segundo o Exército, dos 16 estrangeiros assassinados, 6 eram americanos.

O relatório foi divulgado hoje, cinco anos depois do seqüestro e do assassinato dos indigenistas americanos Terence Freitas, Ingrid Washinawatok e Laheenae Gay, cometidos pelas Farc. Atualmente permanecem em poder das FARC, a principal guerrilla colombiana, Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves, desde o dia 13 de fevereiro de 2003, quando o avião em que sobrevoavam a selva do sul do país foi derrubado.

Segundo as Forças Armadas, após o ataque os rebeldes assassinaram o piloto Thomas Janis, também americano, e o colombiano Luis Alcides Cruz. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferece uma recompensa de US$ 5 milhões a quem der informações que levem à libertação dos três americanos em poder das Farc, guerrilha incluída na lista de organizações terroristas internacionais.

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