O 4º Encontro Sindical Nacional do PCdoB chega ao seu segundo dia neste sábado (21), com uma marca histórica. Até o momento, 245 lideranças sindicais de 23 estados já se credenciaram para participar das discussões sobre a situação do movimento sindical brasileiro e a atuação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) neste novo cenário. Os resultados dos debates ajudarão na atualização da política sindical do partido, principal objetivo do Encontro.Desde o início da tarde de sexta-feira, os comunistas dos quatro cantos do país começaram a desembarcar na capital baiana. A grandiosidade e abrangência do Encontro Sindical se mostraram logo no ato de abertura, quando o Teatro Salesiano ficou lotado para a conferência do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo. No sábado, isso ficou mais evidente, com ocupação total do auditório do Hotel Portobello, em Ondina, onde o evento está sendo realizado.
Leia também Renato Rabelo: trabalhadores são a “força motriz” das mudançasA Bahia, que sedia o Encontro, tem a maior delegação, com 54 participantes, mas outros estados também mobilizaram muitas lideranças para o evento. São Paulo tem a segunda maior delegação, 40 pessoas, seguido do Rio de Janeiro, com 28; Minas Gerais, com 19; Ceará, com 18 e do Rio Grande do Norte, com 10 participantes.
A manhã de sábado começou com a exposição do secretário Sindical, João Batista Lemos, sobre o projeto de classe do PCdoB, que passa sobretudo pelo fortalecimento da CTB. “Estamos compreendendo que a CTB tem que enfrentar uma nova etapa, para se instrumentalizar maior e melhor para enfrentar os novos desafios que nós vivemos hoje no nosso país e no mundo. É preciso entender melhor a composição desta nova classe trabalhadora para poder unificar a classe em torno das bandeiras comuns. Só assim, a CTB vai poder disputar a hegemonia entre os trabalhadores”, afirmou Batista.
Sobre a estratégia defendida pelo partido para o fortalecimento da CTB, o dirigente elencou pontos como o desenvolvimento de uma campanha de massa para impulsionar o protagomnismo em torno das bandeiras unitárias; o fortalecimento do Centro de Estudos Sindicais (CES); mais investimentos para a o projeto de conquista do protagonismo da CTB entre os trabalhadores, além do fortalecimento das direções estaduais da CTB e dos sindicatos.
“Se temos condições de disputar esta hegemonia entre os trabalhadores, o que falta agora é tomar a decisão política. Temos que garantir e unificar as direções do partido para este projeto. Esta não é apenas uma questão sindical — é uma questão estratégica de partido”, acrescentou Batista, provocando as lideranças presentes para o início dos debates sobre o tema.
Os debates prosseguiram durante todo o dia, com a palavra franqueada a todos os participantes que quiseram dar sua contribuição para o documento final que será divulgado ao final do Encontro, na tarde deste domingo (22).
De Salvador,
Eliane Costa
245 lideranças comunistas debatem nova política sindical do PCdoB
Sábado, 21 de Maio de 2011 às 16:55, por: CdB