Mais de 200.000 pessoas tiveram de deixar suas casas e outras 500.000 estão em alerta na bacia do rio Huai, no leste da China, informou, nesta segunda-feira, a imprensa oficial. As autoridades estimam em 375 milhões de dólares as perdas causadas pelas enchentes, que afetaram 1,5 milhão de pessoas e alagaram milhares de hectares de plantações. Os evacuados pertencem à área da foz e a seis zonas nas quais os diques de contenção do rio foram destruídos ou abertos, para evitar inundações como as que a região sofreu em 1991 e mais de mil pessoas morreram. O rio Huai, um dos mais importantes da bacia do Yangtse, flui pelas províncias chinesas de Jiangsu, Anhui e Henan (leste), e nesta área, uma das zonas mais densamente povoadas da China, vivem 150 milhões de pessoas. O Governo da China destinou uma ajuda de 1,5 milhão de dólares para os afetados pela enchente, assim como alimentos e barracas de campanha para os desabrigados. O presidente chinês, Hu Jintao, pediu no domingo aos responsáveis pelos trabalhos de prevenção que dediquem todos os seus esforços a garantir a segurança e a vida da população e evitar a propagação de epidemias. O dramático aumento do leito obrigou os serviços de prevenção de inundações a provocar duas explosões nos diques do rio, para destruir um quilômetro e meio de muros e fazer com que parte da água escoe para o lago Tangduo. Cerca de 100.000 pessoas trabalham na bacia para evitar a catástrofe e já tiveram de consertar 446 zonas danificadas nos diques ao longo do rio. A China sofre todos os anos grandes inundações nas bacias de seus dois grandes rios, o Yangtse e o Amarelo. Nas piores enchentes da última década, em 1998, no Yangtse, morreram mais de 4.000 pessoas.
200 mil pessoas ficam desabrigadas por inundações no rio Huai na China
Domingo, 06 de Julho de 2003 às 23:27, por: CdB