Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

1951: Coração-pulmão artificial

Terça, 05 de Abril de 2011 às 00:35, por: CdB

A idéia de inventar um coração artificial já tinha mais de cem anos. Nos primórdios do século 19, os médicos já tentavam conservar os órgãos bombeando sangue através deles. Este procedimento, no entanto, fracassava porque ainda não se conhecia a necessidade de oxigenar o sangue para conservar as células.

Isso mudou quando John Gibbon criou uma máquina capaz de fazer as duas coisas ao mesmo tempo: o coração-pulmão artificial. Isto é, durante o tempo da cirurgia, em que o coração tem que ser "desligado" do sistema circulatório, o sangue passa por uma "bomba oxigenadora".

O procedimento cirúrgico

Essa máquina é usada desde a década de 1950 em cirurgias que exigem a abertura do coração, sejam coronarianas, de ponte de safena e até mesmo em crianças. Em primeiro lugar, o paciente recebe a anestesia geral, é entubado (respiração artificial) e depois recebe os catéteres que vigiarão a pressão nas veias e artérias.

Só então é aberto o peito e o sangue é desviado, antes de chegar ao coração, para o coração-pulmão artificial. Essa máquina de circulação extracorpórea é composta de várias partes. Num reservatório, o sangue tem sua temperatura reduzida de 37ºC para cerca de 29ºC. Resfriados, os órgãos conseguem resistir melhor ao tempo sem o coração. Depois, o sangue passa por um "oxigenador" e vários filtros, até retornar à aorta, numa velocidade programada na máquina.

Durante o tempo em que dura a cirurgia, a pressão sanguínea tem que ser constantemente controlada. Mas para que tudo isso funcione, o paciente recebe um anticoagulante. Se não, seu sangue coagularia na máquina e haveria o risco de tromboses que poderiam ser fatais. Concluída a cirurgia, a temperatura do sangue volta a ser elevada e o coração é "religado" ao sistema.

Tags:
Edições digital e impressa