Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

1911: Surge o correio aéreo

Sexta, 18 de Fevereiro de 2011 às 02:36, por: CdB

A nova era na história dos correios internacionais começou na Índia, quando o francês Henri Pecquet resolveu transportar seis mil cartas e cartões-postais em seu biplano sobre o rio Ganges, entre as cidades indianas de Allahabad e Naini, separadas por uma distância de oito quilômetros.

Na Alemanha, o correio aéreo teve início em 1912, quando o aviador aposentado August Euler transportou 100 mil cartões-postais de sua cidade até Darmstadt, perfazendo 27 quilômetros em 14 minutos. Mas o desenvolvimento dos correios aéreos alemães foi freado pelas duras medidas impostas pelo Acordo de Versalhes ao país perdedor da Primeira Guerra Mundial.

O impulso viria em 1919, com a criação da Assembleia Nacional Constituinte em Weimar. Pelo tempo que durassem seus trabalhos, haveria uma ponte aérea postal entre Weimar e Berlim. Uma greve geral dos ferroviários em novembro daquele ano contribuiria ainda mais para o êxito da operação. Em 1924, começaram os voos noturnos para Estocolmo e Copenhague.

Quando as cartas aprenderam a voar

Em 1934, foi iniciado um serviço regular, a cada 14 dias, de transporte de correspondência para o Rio de Janeiro e Buenos Aires. Em 1938, os aviões da Lufthansa para a América do Sul já transportavam, em média, 410 quilos de cartas por voo (que, aliás, duravam cinco dias).

Durante a Segunda Guerra Mundial, o tráfego postal aéreo na Alemanha limitou-se à correspondência oficial e militar. Depois da capitulação em maio de 1945, somente em 29 de agosto de 1946 é que chegou pelos ares a Frankfurt o primeiro malote com cartas do exterior. A partir de 1955, a Lufthansa assumiu o transporte aéreo do serviço postal alemão, tanto dentro do país como para o exterior.

Hoje, a cada noite, os aviões levam em média 300 toneladas de correspondência, ou seja, cerca de 12 milhões de cartas. A Deutsche Post, empresa alemã de correios, garante que as cartas com destinatário no próprio país chegam no dia seguinte.

Uma eficiência só superada pelos meios mais modernos da telecomunicação: apenas fax e correio eletrônico são mais rápidos. Mas mesmo estes novos veículos não acabaram com a razão de ser dos correios, seja devido à necessidade de se enviar documentos originais, seja porque enviar cartas de próprio punho tem mais charme (especialmente as de amor), entre outras tantas razões. Sem falar que o correio aéreo despertou outra fascinação pelo mundo afora: colecionar selos de outros países.

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