Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 2026

Sauditas denunciam interferência do Irã nos assuntos internos na região

O embaixador da Arábia Saudita na ONU, Abdallah al-Moualimi, culpou na madrugada desta terça-feira

Terça, 05 de Janeiro de 2016 às 08:28, por: CdB

 

Autoridades de Teerã e Riad continuam troca de farpas, enquanto Turquia e países do Ocidente tentam aplacar crise diplomática

Por Redação, com DW - de Dubai: O embaixador da Arábia Saudita na ONU, Abdallah al-Moualimi, culpou na madrugada desta terça-feira o que chamou de interferência do Irã nos assuntos internos de seu país e outras nações árabes pelo rompimento diplomático entre Riad e Teerã . As hostilidades entre os dois poderes se agravaram após o regime saudita executar 47 pessoas, entre elas o clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr , no último sábado. A execução gerou protestos violentos e ataques contra missões diplomáticas sauditas no Irã. A representação diplomática saudita na ONU afirmou ter realizado "julgamentos justos e imparciais" para os condenados, após o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, expressar preocupação sobre a equidade do sistema judiciário da Arábia Saudita, O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta terça-feira que a Arábia Saudita não pode abafar um delitog rave ao cortando os laços diplomáticos com Teerã. – A Arábia Saudita não pode esconder seu crime de decapitar um líder religioso ao cortar as relações políticas com o Irã – disse Rouhani, segundo a agência estatal de notícias Irna. Países árabes do Golfo Pérsico, como Bahrein, Sudão e Emirados Árabes Unidos, também romperam relações com o Irã . As nações sunitas da região acusaram diversas vezes o Irã de interferir em seus assuntos internos.
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Protesto na segunda-feira no Irã contra a execução de clérigo xiita
O ministro saudita do Exterior, Adel al-Jubeir, chegou a afirmar que "a história do Irã é repleta de interferências negativas e hostilidades, no que diz respeito às questões árabes". Países europeus e a Turquia, que possui grande influência na região, também expressaram preocupação com a crise diplomática. O ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steimeier, pediu que os dois países ajam com responsabilidade e deixem de lado suas diferenças para se voltar à luta contra o "Estado Islâmico" (EI) no Iraque e na Síria. – Espero que as turbulências terminem logo, que a razão prevaleça e que Riad e Teerã se concentrem no que é realmente importante: o desarmamento dos conflitos militares, a busca por soluções políticas na Síria, Iêmen e em outras partes, além de minar a base do EI. O ministro disse ainda que os países do Oriente Médio têm uma "dívida" para com a comunidade internacional que, segundo afirmou, "trabalhou extensivamente durante anos para levar a paz aos conflitos na região". O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, convocou as autoridades dos dois países na segunda-feira para que trabalhem para tentar aliviar as tensões. A Rússia se ofereceu para atuar com o um intermediário entre Teerã e Riad. A ONU designou seu enviado especial para a Síria para viajar a Teerã e Riad, numa tentativa de amenizar as tensões. Irã e Arábia Saudita deverão participar da próxima rodada das negociações sobre o processo de paz na Síria, no dia 25 de janeiro em Genebra. O embaixador saudita na ONU assegurou que o rompimento entre seu país e o regime iraniano não deverá influenciar no processo. – Continuaremos a trabalhar intensamente para apoiar os esforços para a paz na Síria – disse Moualimi. A participação do representante iraniano, porém, ainda não está confirmada.
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