Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Rússia: com rádio de nova geração, exército superarão ‘zonas mortas’

Os novos aparelhos de rádio oferecerão a possibilidade de escolher rotas de comunicação otimizadas, além de testes automáticos e restauração de capacidade operacional

Sexta, 11 de Março de 2016 às 10:59, por: CdB

   

A empresa também divulgou que a nova tecnologia pode operar em terreno íngreme, consideravelmente afastado da civilização e em condições difíceis

  Por Redação, com Sputnik Brasil - de Moscou/Berlim:  

Os novos aparelhos de rádio oferecerão a possibilidade de escolher rotas de comunicação otimizadas, além de testes automáticos e restauração de capacidade operacional.

O sinal do aparelho novo cobre uma distância de até 600 km sem "zonas mortas". A produção em série da nova geração de radio para o exército russo será lançada em 2017, divulgou nesta sexta-feira a Corporação Unida de Produção de Instrumento (cuja sigla em inglês é UIMC e que faz parte da corporação estatal russa Rostec).
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Os novos aparelhos de rádio oferecerão a possibilidade de escolher rotas de comunicação otimizadas, além de testes automáticos e restauração de capacidade operacional
A empresa também divulgou que a nova tecnologia pode operar em terreno íngreme, consideravelmente afastado da civilização e em condições difíceis,  inclusive nas de aplicação de aparelhos de guerra eletrônica pelo adversário.

– UIMC completou o desenvolvimento de uma nova geração de rádio portátil para o exército, as forças de segurança, o Ministério para as Situações de Emergência – diz-se no comunicado da empresa.

A inovação chegará para substituir a técnica antiga e obsoleta de prévias gerações. A Rússia atualmente fica em meio de implementação do programa de larga escala de rearmamento, anunciada em 2010, na qual é prevista a distribuição de equipamento de comunicação deve atingir 70% até 2020.

Teletranspor informação

Um dos sonhos mais antigos da ficção científica está mais perto de se tornar realidade. Cientistas alemães desenvolveram um método que transmite informações através de uma distância física sem perda de tempo, o fenômeno é conhecido como "teletransporte quântico", mas, desta vez, foi alcançado ao nível da física clássica.

O anúncio foi feito pelo escritório de imprensa da Universidade Friedrich Schiller de Jena, uma das mais antigas da Alemanha.

– Partículas elementares tais como elétrons e partículas de luz existem per se em um estado espacialmente não-localizado – explicou um dos cientistas por trás da invenção, Alexander Szameit.

Em tal sistema, existe uma probabilidade de que estas partículas existam em múltiplos lugares ao mesmo tempo.

– Dentro de um sistema como este, espalhado através de múltiplos locais, é possível transmitir informação de um local para outro sem qualquer perda de tempo – disse o físico.

Este processo, apelidado de teletransporte quântico, já é conhecido pela comunidade científica há vários anos. No experimento da universidade alemã, porém, Szameit e sua equipe demonstraram que o teletransporte existe não apenas ao nível quântico das grandezas infinitamente pequenas, mas também no mundo da física clássica newtoniana, com o uso de raios laser especialmente emaranhados. A equipe provou que feixes de laser podem ser emaranhados neste nível clássico por meio de placas polarizadoras especiais girando a uma certa velocidade.
 – Assim como pode ser feito com os estados físicos de partículas elementares, as propriedades dos feixes de luz também podem ser emaranhadas – disse Marco Ornigotti, outro colaborador do estudo.Basicamente, a equipe codificou uma informação em uma direção específica da polarização da luz do laser e a transmitiu para a forma do feixe de laser por uma espécie de teletransporte, resultando em uma transmissão instantânea a uma distância curta. De acordo com os cientistas, a experiência prova que o conceito de teletransporte não é exclusivo para sistemas quânticos e pode ser generalizada para além do domínio quântico. A diferença entre o teletransporte quântico e o clássico é que o primeiro é não-local e o segundo só funciona em distâncias extremamente pequenas.A equipe explicou que a tecnologia desenvolvida até agora não pode ser usada para teletransportar um ser humano ou quaisquer substâncias orgânicas ou não-orgânicas de um local para outro. No entanto, a técnica pode ser usada para criar canais de comunicação entre sistemas tanto quânticos quanto clássicos, de modo a criar uma infraestrutura robusta de comunicação híbrida.
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