Os imigrantes começaram a descer pelo monte em direção à fronteira, mas foram contidos pela polícia marroquina
Por Redação, com agências internacionais - de Ceuta/Berlim:
Um grupo de 200 imigrantes subsaarianos voltou, nesta segunda-feira, a tentar entrar na fronteira norte entre Ceuta e o Marrocos, tendo sido impedido pela polícia marroquina.
Segundo informou à agência espanhola de notícias Efe um porta-voz do governo, os imigrantes começaram a se concentrar no monte marroquino de Beliones no fim da tarde de domingo, como mostram as gravações das câmeras de segurança.
A presença da Guarda Civil foi pedida devido ao aglomerado de imigrantes, cerca de 200, todos eles subsaarianos.
Os imigrantes começaram a descer pelo monte em direção à fronteira, mas foram contidos pela polícia marroquina, que instalou um dispositivo de segurança na área.
Cerca de duas dezenas de veículos da Guarda Civil deslocaram-se para o lado espanhol da fronteira, onde permaneceram até a manhã desta segunda-feira, prevendo novas ondas de imigrantes, o que não ocorreu. Os que estavam no local foram dispersados.
A tentativa de passagem na fronteira já havia ocorrido em 25 de dezembro, quando um grupo de 185 imigrantes africanos entrou ilegalmente em Ceuta pelo mesmo local de Benzú.
Duas pessoas morreram no lado marroquino. No último sábado, foi registrada a morte de mais um imigrante subsaariano, localizado em águas espanholas próximas da fronteira.
Um grupo de 200 imigrantes subsaarianos voltou, nesta segunda-feira, a tentar entrar na fronteira norte entre Ceuta e o Marrocos
Crise migratória
Um menino sírio de dois anos é o primeiro refugiado a morrer tentando chegar de barco à Europa. A criança caiu no mar no último sábado, quando o barco em que estava, levando 40 pessoas, se chocou contra as rochas da pequena ilha de Agathonisi, na Grécia.
Segundo a ONG Ajuda Marinha ao Migrante (MOAS, na sigla em inglês), pescadores acharam o corpo do menino na água e ainda chegaram a levá-lo a um hospital da ilha vizinha de Samos, onde sua morte foi confirmada.
Todos os outros 39 passageiros da embarcação, que havia partido da costa da Turquia, sobreviveram, incluindo a mãe da criança, de 20 anos. Dez pessoas ficaram feridas, e uma mulher e um bebê de três meses tiveram que ser tratados por hipotermia severa.
Mais de um milhão de imigrantes chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo em 2015, segundo o último balanço da agência da ONU para refugiados (Acnur). A maioria é originária da Síria (49%) e do Afeganistão (21%); 25% são crianças, 17% mulheres e 58% homens.
Um total de 84% dos que conseguiram completar a travessia pelo Mediterrâneo são dos dez países do mundo que mais refugiados produzem, quase sempre por razões vinculadas a conflitos armados e a repressão.
As rotas migratórias mudaram ao longo do ano, fazendo com que a Grécia substituísse a Itália como a principal porta de entrada. Isso se deveu ao fluxo de sírios que optou por buscar proteção na Europa. A maioria já era refugiada em algum dos países vizinhos à Síria, que enfrenta uma guerra civil há cinco anos.
Os refugiados que cruzaram da Turquia para alguma das ilhas da Grécia foram 844.176, e 152.700 chegaram do norte da África à costa da Itália. O aumento das chegadas começou a diminuir em abril, e alcançou seu nível máximo em outubro, para voltar a cair relativamente em novembro e dezembro.
Segundo a Acnur, foram confirmadas 3.735 mortes nessas travessias. O número, porém, deve ser significativamente maior, dado que não registros nos pontos de partida dos imigrantes.
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