A Macedônia fechou completamente sua fronteira para imigrantes ilegais após Eslovênia, Croácia e Sérvia anunciarem novas restrições na entrada de imigrantes
A Macedônia permitia que um pequeno número de sírios e iraquianos passasse pela fronteira, mas mudou de postura após as políticas duras dos países vizinhos
Por Redação, com Reuters - de Bruxelas:
A Macedônia fechou completamente sua fronteira para imigrantes ilegais após Eslovênia, Croácia e Sérvia anunciarem novas restrições na entrada de imigrantes, disse uma autoridade policial nesta quarta-feira.
A Macedônia permitia que um pequeno número de sírios e iraquianos passasse pela fronteira, mas mudou de postura após as políticas duras dos países vizinhos.
A Macedônia fechou completamente sua fronteira para imigrantes ilegais após Eslovênia
– Fechamos completamente a fronteira – disse a autoridade policial, que não quis ser nomeada, à agência de notícias Reuters.
De acordo com o Ministério do Interior, nenhum imigrante entrou da Grécia na terça-feira.
– A Macedônia irá agir de acordo com as decisões tomadas por outros países na rota dos Bálcãas – disse um porta-voz do ministério, se referindo às principais rotas tomadas por mais de um milhão de imigrantes que chegou à União Europeia ao longo do ano passado.
Devolução de refugiados
A agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) disse na terça-feira que as propostas para devolver refugiados em massa da União Europeia para a Turquia violariam seu direito de proteção, garantido pelas leis europeia e internacional.
Na segunda-feira, líderes da UE saudaram a oferta turca de receber de volta todos os imigrantes que entram na Europa partindo de seu território e concordaram, em princípio, com as exigências de Ancara –mais dinheiro, maior rapidez nas conversas sobre sua filiação e na dispensa de vistos de viagens para seus cidadãos.
Vincent Cochetel, diretor regional europeu do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), disse que o compromisso da Europa de reassentar 20 mil refugiados ao longo de dois anos, de forma voluntária, continua "muito devagar".
– A expulsão coletiva de estrangeiros é proibida, segundo a Convenção Europeia de Direitos Humanos – afirmou Cochetel a jornalistas em Genebra. "Um acordo que seria equivalente a um retorno sumário a um terceiro país não é consistente com a lei europeia, com a lei internacional", disse.
A Europa nem sequer cumpriu o acordo de setembro passado de realocar 66 mil refugiados da Grécia, tendo redistribuído somente 600 dentro do bloco até o momento, havia dito Cochetel mais cedo.
– O que não aconteceu na Grécia irá acontecer na Turquia? Veremos, tenho minhas dúvidas – afirmou ele à rádio suíça RTS.
A Turquia abriga quase 3 milhões de refugiados sírios, o maior número em todo o mundo, mas sua taxa de acolhimento de refugiados do Afeganistão e do Iraque é "muito baixa", cerca de 3 %, segundo Cochetel.
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