Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Gripe: município paulista entra na Justiça para vacinar toda a população

O prefeito de Quintana (SP), Fernando Itapuã, entrou na Justiça para garantir que toda a população do município receba a vacina contra a gripe.

Quinta, 14 de Abril de 2016 às 12:03, por: CdB

Por Redação, com ABr - de São Paulo:   O prefeito de Quintana (SP), Fernando Itapuã, entrou na Justiça para garantir que toda a população do município receba a vacina contra a gripe. A orientação do Ministério da Saúde é que sejam imunizadas apenas pessoas dos chamados grupos de risco, gestantes, idosos, crianças com idade entre 6 meses e 5 anos, profissionais de saúde, puérperas (mulheres que deram à luz em até 45 dias) e pessoas com doenças crônicas.

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Segundo o prefeito Fernando Itapuã, o município de Quintana registrou duas mortes, causadas pela gripe A, de pessoas que não fazem parte dos chamados grupos de risco
Em entrevista à Agência Brasil, Fernando Itapuã explicou que a cidade, distante 400 quilômetros da capital paulista, registrou este ano 22 casos suspeitos de gripe A, causada pelo vírus H1N1. A doença, segundo ele, já matou dois moradores de Quintana, uma menina de 12 anos e um homem de 32 anos, ambos saudáveis, sem nenhum tipo de comorbidade diagnosticada e, portanto, fora dos grupos definidos pelo governo federal para receber a vacina. – Na menina, o vírus foi tão violento que os sintomas começaram numa quarta-feira e, na sexta-feira, ela morreu. Municípios próximos, como Tupã, Botucatu e Pompeia, já registraram casos e mortes por H1N1 em pessoas que não fazem parte dos grupos de risco – disse. “A Constituição diz que a saúde é direito de todos e dever do Estado e fala também no acesso universal e igualitário a ações e serviços. A vacinação não pode ser restrita a uma faixa etária quando há pessoas morrendo”, completou o prefeito. Na última terça-feira, o juiz Alexandre Sormani, da 1ª Vara Federal de Marília, deu prazo de 72 horas para que a União se manifeste sobre a ação da prefeitura de Quintana que cobra a imunização de todos os moradores da cidade. Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que foi notificado na manhã desta quinta-feira e que está se informando sobre o processo para comentar o caso. – A expectativa é que a decisão saia até a próxima segunda-feira, já que se trata de um pedido de tutela provisória de urgência. Esse tipo de coisa não leva muito tempo. O que a gente mais quer é interromper esses óbitos aqui no município de Quintana. É dolorido para todos perder uma criança que era coroinha na igreja. O rapaz que morreu deixou quatro filhos. É uma coisa que choca a população – destacou o prefeito.

Reações à vacina

Segundo o infectologista, a vacina contra a H1N1 começa a proteger em 14 a 21 dias. Porém, os cuidados devem ser mantidos, já que, mesmo vacinada, a pessoa pode pegar gripe. “A vacina tem 70% de eficácia, em média”. Além disso, a imunização não protege contra resfriados, que é uma versão mais branda da doença. Entre as reações, estão dor no local da aplicação, mal-estar e dor no corpo. “Aí vem a confusão, as pessoas acham que a vacina causa a gripe, o que seria impossível. Acham que a vacina não presta, por confundir os conceitos”, disse Teixeira. O médico alerta também contra a automedicação. “Tomar amiflu (medicamento usado no tratamento da H1N1) como profilático não é recomendado. Se tomar junto com a vacina, vai ter o resultado (da vacina) diminuído, porque o remédio age combatendo o vírus. Assim o tamilfu vai combater a vacina.” Como medidas preventivas, Teixeira sugere deixar os ambientes ventilados, ter cuidado ao tossir ou espirrar e higienizar as mãos, que são os principais meios de propagação do vírus.
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