A estatal petrolífera Petrobras teve sua nota rebaixada de BB+ para BB, considerada um grau especulativo para investidores. A nota da Eletrobras recuou de BB para BB-.
A nota da Eletrobras, que atua na geração e transmissão de energia elétrica, recuou de BB para BB-
Por Redação, com ABr - de Brasília:
A agência internacional de classificação de risco Fitch rebaixou as notas das duas principais empresas energéticas do país, em um relatório divulgado na terça-feira. A estatal petrolífera Petrobras teve sua nota rebaixada de BB+ para BB, considerada um grau especulativo para investidores.
A Petrobras teve sua nota rebaixada de BB+ para BB, considerada um grau especulativo para investidores
Já a nota da Eletrobras, que atua na geração e transmissão de energia elétrica, recuou de BB para BB-. As duas estatais divulgaram notas ao mercado na manhã desta quarta-feira em que explicam que a avaliação negativa é decorrente do rebaixamento da nota do Brasil, ocorrida dia 5 último, quando o país também caiu de BB+ para BB.
No relatório de terça-feira, a Fitchrebaixou também outras estatais brasileiras, como Furnas Centrais Elétricas (de BB para BB-) e a Itaipu Binacional (de BB+ para BB), ambas subsidiárias da Eletrobras.
Nota de crédito
A agência de classificação de risco Fitch voltou a rebaixar a nota de crédito do Brasil, desta vez de BB+ para BB. Em dezembro do ano passado, a Fitch reduziu a nota brasileira e o país perdeu o grau de investimento, selo conferido aos países considerados bom pagadores e seguros para investir.
As agências de classificação de risco começaram a rever a nota brasileira em 2015. Este ano o movimento continuou e a Fitch é a terceira a fazer o rebaixamento. Em fevereiro, a Moody's e a Standard& Poor's já haviam reduzido a nota. A Moody's que, na época era a única que ainda não havia retirado o selo de bom pagador, baixou para grau especulativo. A Fitch informou que o Brasil permanece em perspectiva negativa, o que significa que pode haver nova revisão da nota.
Segundo comunicado da agência, o rebaixamento reflete a contração econômica “mais profunda do que o antecipado”. A Fitch cita o fracasso do governo em estabilizar as perspectivas para as finanças públicas, o continuado impasse legislativo e incerteza política elevada, que estão “minando a confiança doméstica e a governabilidade, bem como a eficácia das políticas”.
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