Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Fitch destaca expansão do crédito mas ainda vê desafios a bancos

Quarta, 05 de Janeiro de 2005 às 14:24, por: CdB

 A expansão sustentável do crédito ainda depende de condições macroeconômicas mais favoráveis, apesar do crescimento das carteiras dos bancos visto em 2004.

A avaliação é da agência de classificação de riscos Fitch, que considera o controle da inflação, a queda dos juros e a sustentação do crescimento "com relativa estabilidade cambial" como desafios que o governo ainda terá neste ano.

- O panorama de 2004 favoreceu a expansão do crédito no sistema - lembrou a Fitch em relatório sobre o setor bancário divulgado nesta quarta-feira.

- Os bancos, pressionados pela queda das margens que perdurou a maior parte do ano, ampliaram as atividades creditícias e geradoras de receitas de serviços para manter seus resultados.

De acordo com o relatório, as operações de crédito do sistema financeiro cresceram 16,6 por cento de janeiro a novembro do ano passado, para 479,7 bilhões de reais. Nos últimos 12 meses, também encerrados em novembro, a alta foi de 18,1 por cento.

- O crescimento mais acelerado da carteira de crédito em 2004, em comparação a 2003 e 2002, é reflexo principalmente da recuperação da economia e da demanda interna, da continuidade do ritmo das exportações e expansão do agronegócio - cita a Fitch, acrescentando:

- A estratégia dos principais conglomerados em ampliar sua escala e participação no crédito.

No ano passado diversos bancos firmaram parceria com lojas de varejo ou mesmo adquiriram a carteira de crédito de instituições menores e especializadas em financiamento em massa, como para aposentados --panorama destacado pela Fitch.

A agência destacou ainda que, pela percepção em visitas que fez, a expectativa no curto prazo é de maior crescimento das carteiras de crédito neste ano. Mas ponderou que, dada a volatilidade da economia brasileira, "ainda é cedo para comentar sobre o desenvolvimento do crédito, pois apenas com condições macroeconômicas mais favoráveis será possível um desenvolvimento consistente e sustentável do crédito".

A Fitch também não espera no curto prazo redução nas taxas de juros cobradas nos empréstimos ou dos spreads bancários.

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